A Forbes divulgou a edição de 2026 do ranking dos maiores bilionários brasileiros, revelando quem ocupa o topo da lista de grandes fortunas do país.
Neste ano, 255 brasileiros aparecem entre os bilionários, com um patrimônio combinado estimado em R$ 1,86 trilhão. Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, continua na primeira posição pelo quarto ano consecutivo, com uma fortuna estimada em R$ 162,9 bilhões.
Apesar da liderança de Saverin, o ranking apresentou mudanças importantes. Ricardo Castellar de Faria, da Granja Faria, foi o destaque entre os dez primeiros colocados, avançando da 21ª para a 10ª posição.
Eduardo Saverin continua no topo
A primeira colocação pertence novamente a Eduardo Saverin, que mantém uma distância considerável para o segundo colocado.
O empresário, de 44 anos, nasceu em São Paulo e vive em Singapura desde 2012. Sua fortuna está fortemente relacionada à participação na Meta, empresa controladora do Facebook.
Em 2015, Saverin também criou a B Capital, gestora voltada para investimentos em empresas de tecnologia e startups. Em 2026, a companhia anunciou um novo fundo de venture capital de US$ 500 milhões, direcionado principalmente a empresas de inteligência artificial nas áreas de saúde e energia.
Mesmo com uma redução significativa em relação à estimativa anterior, Saverin permaneceu com ampla vantagem na liderança.
Vicky Safra ocupa a segunda posição
Na segunda colocação aparece Vicky Sarfati Safra e família, com patrimônio estimado em R$ 130,6 bilhões.
Ligada ao Banco Safra, Vicky é a única mulher entre os dez brasileiros mais ricos do ranking geral.
A fortuna da família Safra apresentou crescimento em relação ao levantamento anterior, consolidando a empresária na segunda posição da lista.
Jorge Paulo Lemann permanece entre os três primeiros
O terceiro lugar é ocupado por Jorge Paulo Lemann e família, com patrimônio estimado em R$ 103,5 bilhões.
O empresário mantém participação em grandes negócios internacionais, especialmente por meio da AB InBev e da 3G Capital.
A fortuna de Lemann também cresceu na comparação com o levantamento anterior, mantendo o empresário na mesma posição do ranking de 2025.
André Esteves aparece em quarto lugar
O fundador e principal acionista individual do BTG Pactual, André Esteves, ocupa a quarta posição, com patrimônio estimado em R$ 66,1 bilhões.
O desempenho do banco contribuiu para a valorização de sua fortuna. O BTG Pactual registrou lucro líquido ajustado recorde de R$ 15,9 bilhões em 2025, enquanto suas ações tiveram forte valorização no período considerado pela Forbes.
Irmãos Moreira Salles aparecem em sequência
A quinta e a sexta posições são ocupadas por Fernando Roberto Moreira Salles e Pedro Moreira Salles.
Fernando aparece com patrimônio estimado em R$ 50,3 bilhões, enquanto Pedro possui cerca de R$ 46,6 bilhões.
Os dois têm participação no Itaú Unibanco e na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), empresa que atua na produção de nióbio.
Fernando ocupa a quinta posição pelo segundo ano consecutivo. Pedro, por sua vez, subiu do sétimo para o sexto lugar.
Max Telles é um dos destaques do ranking
Na sétima posição está Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, com patrimônio calculado em R$ 38,8 bilhões.
Aos 30 anos, ele é o mais jovem integrante do grupo dos dez maiores bilionários brasileiros.
Max é filho do empresário Marcel Herrmann Telles e possui participação ligada aos negócios da família na AB InBev e na 3G Capital.
Ele subiu da 11ª colocação em 2025 para a sétima posição em 2026.
Miguel Krigsner mantém posição entre os dez
Fundador de O Boticário, Miguel Krigsner aparece na oitava colocação, com fortuna estimada em R$ 35,7 bilhões.
Krigsner criou a empresa em Curitiba na década de 1970, inicialmente como uma farmácia de manipulação. O negócio posteriormente se transformou em um dos maiores grupos brasileiros do setor de cosméticos.
O empresário permaneceu na mesma posição do ranking anterior, mas registrou aumento de patrimônio no período analisado pela Forbes.
Sicupira cai para a nona colocação
Carlos Alberto Sicupira e família ocupam o nono lugar, com patrimônio estimado em R$ 35,4 bilhões.
O empresário, que integra o grupo de investidores da 3G Capital, caiu da sexta para a nona posição.
Apesar da redução de patrimônio apontada pela Forbes, sua participação em grandes empresas internacionais continua colocando Sicupira entre os brasileiros mais ricos do mundo.
Ricardo Faria é o maior destaque entre os dez primeiros
A décima posição pertence a Ricardo Castellar de Faria, empresário do setor de alimentos e fundador da Granja Faria.
Sua fortuna foi estimada em R$ 35,1 bilhões.
Faria foi o brasileiro que mais avançou dentro do grupo dos dez maiores. Em apenas um ano, passou da 21ª para a 10ª posição, enquanto seu patrimônio quase dobrou, segundo a Forbes.
A Granja Faria atua na produção de ovos, ovos férteis e pintos de um dia e possui dezenas de unidades produtivas. O empresário também expandiu seus negócios para outros mercados por meio de aquisições internacionais.
Ranking mostra concentração de grandes fortunas
A lista da Forbes mostra que o topo do patrimônio brasileiro continua fortemente concentrado em setores como tecnologia, finanças, bebidas, mineração, cosméticos e alimentos.
Os dez primeiros colocados somam centenas de bilhões de reais em patrimônio e representam uma parcela significativa da riqueza reunida pelos 255 bilionários brasileiros.
Segundo a metodologia utilizada pela Forbes, o ranking considera principalmente informações públicas e a cotação das ações negociadas em bolsa em 30 de junho de 2026. Patrimônios privados podem estar subestimados, já que bens como imóveis, obras de arte, aeronaves e embarcações não são incluídos na maioria dos casos.
Veja os 10 maiores bilionários do Brasil em 2026
- Eduardo Saverin — R$ 162,9 bilhões
- Vicky Safra e família — R$ 130,6 bilhões
- Jorge Paulo Lemann e família — R$ 103,5 bilhões
- André Esteves — R$ 66,1 bilhões
- Fernando Roberto Moreira Salles — R$ 50,3 bilhões
- Pedro Moreira Salles — R$ 46,6 bilhões
- Max Van Hoegaerden Herrmann Telles — R$ 38,8 bilhões
- Miguel Krigsner — R$ 35,7 bilhões
- Carlos Alberto Sicupira e família — R$ 35,4 bilhões
- Ricardo Castellar de Faria — R$ 35,1 bilhões









