A China, maior fabricante mundial de painéis solares, aprovou um novo conjunto de normas obrigatórias que promete transformar a indústria fotovoltaica. As regras estabelecem padrões mínimos de eficiência energética e desempenho para módulos solares, além de novos requisitos para inversores e processos industriais, elevando o nível tecnológico dos equipamentos comercializados no país. As medidas entram em vigor em 1º de janeiro de 2027 e fazem parte da estratégia chinesa de modernizar o setor e incentivar produtos de maior qualidade.
Entre as principais mudanças está a definição de índices mínimos de eficiência para os módulos fotovoltaicos. As tecnologias TOPCon e HJT (heterojunction) deverão atingir pelo menos 23,2% de eficiência, enquanto os módulos Back Contact (BC) precisarão alcançar eficiência mínima de 23,5% para permanecerem aptos ao mercado chinês. As normas também estabelecem uma classificação em três níveis, sendo o Grau 1 destinado aos produtos de maior desempenho e o Grau 3 o requisito mínimo para comercialização.
Além dos módulos, a regulamentação amplia as exigências para inversores solares e processos de fabricação, incluindo limites para consumo energético e incentivo à adoção de tecnologias mais eficientes na produção de polissilício, wafers e células fotovoltaicas. O objetivo é reduzir o consumo de energia nas fábricas, acelerar a substituição de linhas industriais mais antigas e estimular investimentos em inovação, reciclagem de materiais e otimização dos processos produtivos.
Especialistas avaliam que as novas exigências poderão provocar mudanças significativas no mercado internacional de energia solar. Fabricantes que operam com tecnologias menos eficientes precisarão modernizar suas linhas de produção para atender às novas regras, enquanto empresas com produtos de alto desempenho tendem a ampliar sua competitividade tanto no mercado chinês quanto nas exportações.
Outro impacto esperado é sobre as compras públicas e os grandes projetos de geração de energia renovável na China. As novas especificações deverão servir como critério para licitações e empreendimentos apoiados pelo governo, favorecendo equipamentos com maior eficiência energética e menor consumo durante o ciclo de fabricação. A medida também pode reduzir o espaço para produtos de baixo custo e desempenho inferior.
Como a China responde por grande parte da produção mundial de equipamentos fotovoltaicos, especialistas acreditam que a atualização das normas poderá influenciar fabricantes e mercados em diversos países, estabelecendo novos padrões tecnológicos para a indústria global da energia solar e impulsionando uma nova etapa de desenvolvimento baseada em eficiência, qualidade e sustentabilidade.









