“Estrangeiros poderiam abrir aérea no Brasil, mas não o fazem; é muito problema”, diz executivo da Airbus

O mercado aéreo brasileiro continua estagnado por vários problemas internos, segundo apontou um executivo da Airbus, a maior fabricante de aviões comerciais do mundo.

Gilberto Peralta, Presidente da Airbus no Brasil, disse em entrevista recente que “as barreiras de capital não existem, um estrangeiro pode vir e montar uma companhia no Brasil, mas eles não veem, é muito problema”, afirmou o executivo como reporta o Yahoo!, em citação ao alto número de processos judiciais e custo alto do combustível.

Hoje, o Brasil tem três grandes companhias aéreas: a Azul, GOL e LATAM, sendo que a primeira e a última têm sua frota composta majoritariamente por aeronaves Airbus, que já há algumas décadas domina o mercado nacional.

Atualmente, qualquer pessoa, brasileira ou estrangeira, pode abrir uma companhia aérea no Brasil, mas apesar desta possibilidade e de várias tentativas frustrada, isto não acontece. Para o executivo da Airbus, o motivo é claro: o Custo Brasil.

Estes números altos de judicialização são amparados em parte por um código de defesa do consumidor que não compreende a operação aérea e, por outro lado, o alto preço do combustível, causado pela alta carga tributária (algo não exclusivo da aviação) e moeda fraca, conjugado com a política de preços da Petrobras, já que o preço do barril é cotado em dólar e no querosene de aviação preço é peareado com o mercado internacional.

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Fabiana Ceyhan

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.