Embaixador do Brasil na ONU, Sérgio França Danese, fala sobre papel do Brasil no Conselho de Segurança durante crise Israel-Palestina

Diplomata concedeu entrevista, onde aborda o papel da diplomacia brasileira na mediação de conflitos e na pauta climática

O mês de outubro representou um momento “intenso” para a diplomacia brasileira, que assumiu a presidência rotativa do Conselho de Segurança durante a escalada da violência no conflito Israel-Palestina.

Em entrevista à ONU News, o embaixador do Brasil nas Nações Unidas, Sérgio França Danese, disse: “O Brasil fala com todo mundo, fala abertamente com todo mundo, tem uma grande capacidade de articulação por conta de ser um país que não tem conflito com ninguém, não tem litígio, não tem diferença, não tem disputa, não tem, não compete, não cria caso. Isso facilita muito a nossa atuação aqui”.

Segundo o diplomata, nos próximos dois meses em que o Brasil ainda ocupa um assento rotativo no Conselho Segurança, o país vai tentar garantir que o órgão desempenhe um papel na resolução do conflito Israel-Palestina e no contexto pós-conflito.

Mesmo após o fim do mandato brasileiro, Danese acredita que o Brasil pode ter um papel importante na mediação de conflitos e que tem a intenção de assumir a presidência da Comissão de Construção da Paz, que é um órgão vinculado à Assembleia Geral.

Ao comentar sobre outras prioridades da política externa brasileira, o embaixador afirmou que o clima e meio ambiente é “uma das grandes marcas que o Brasil pode levar para sua atuação internacional”.

Segundo ele, o país tem “peso” nesta agenda por possuir uma quantidade enorme de ecossistemas, uma matriz “relativamente renovável” e um patrimônio enorme a ser preservado.

Confira a entrevista na íntegra:

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Fabiana Ceyhan

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.