O governo brasileiro iniciou, neste domingo (17), sua participação no 13º Fórum Urbano Mundial (WUF13), realizado em Baku, com destaque para a Reunião Ministerial sobre a Nova Agenda Urbana (NUA). O encontro marca a metade do período de implementação da agenda global da Organização das Nações Unidas para o desenvolvimento urbano sustentável, estabelecida para o período de 2016 a 2036.
Com o tema “Moradia para o mundo: cidades e comunidades seguras e resilientes”, o fórum reúne representantes de governos, organismos multilaterais e especialistas internacionais para debater soluções voltadas à habitação, inclusão social, sustentabilidade ambiental e resiliência urbana diante dos desafios climáticos.
Durante a reunião ministerial, os debates enfatizaram a necessidade de acelerar políticas públicas capazes de enfrentar o déficit habitacional, reduzir desigualdades nas cidades e fortalecer a capacidade de adaptação urbana frente às mudanças climáticas.
A participação brasileira reforçou o compromisso do Ministério das Cidades com o desenvolvimento urbano sustentável e com a ampliação do acesso à moradia digna, em alinhamento com os objetivos da Nova Agenda Urbana e da Agenda 2030 da ONU.
Durante o evento, o embaixador do Brasil no Azerbaijão, Manuel Montenegro, destacou os avanços recentes das políticas habitacionais brasileiras.
Segundo o diplomata, o programa Minha Casa, Minha Vida, considerado o maior programa habitacional da história do país, já contratou mais de 2 milhões de moradias e deve alcançar a marca de 3 milhões até 2026. Ele ressaltou ainda que o programa foi reformulado para priorizar maior qualidade urbanística, sustentabilidade e inclusão social.
Além das discussões sobre moradia, o fórum também promoveu a troca de experiências entre os países em temas como governança urbana, financiamento habitacional e integração entre políticas de habitação e ação climática.
A programação inclui painéis voltados à habitação como instrumento de inclusão social, prosperidade urbana e sustentabilidade ambiental. As contribuições apresentadas pelos países participantes irão subsidiar a revisão intermediária da Nova Agenda Urbana e os debates do Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas 2026.
Entre os principais resultados esperados está a consolidação da chamada “Baku Chamada à Ação”, documento que deverá orientar os compromissos internacionais para a próxima década de implementação da agenda urbana global.









