Brasil e Omã celebram 50 anos de diplomacia

Brasil e Omã celebraram na noite de quarta-feira (19), em um coquetel em Brasília, os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Para o embaixador do país árabe na capital federal, Talal Sulaiman Al Rahbi, essa relação é marcada por ideias comuns no campo internacional e deverá ter, nos próximos anos, uma nova rodada de trocas comerciais e investimentos mútuos.

Al Rahbi e Mansour (à dir.): coquetel em Brasília recebeu diversas lideranças e representantes dos países árabes

Arquivo Pessoal/Tamer Mansour
Al Rahbi e Mansour (à dir.): coquetel em Brasília recebeu diversas lideranças e representantes dos países árabes

“Omã e Brasil têm muitos acordos de negócios e investimentos. Primeiro, temos a Vale, a maior empresa brasileira. Eles têm um grande investimento em Omã [uma unidade de pelotização de minério no porto de Sohar], é o maior do Oriente Médio”, afirmou Al-Rahbi à ANBA nesta quinta-feira (20). “Agora, eles planejam uma segunda unidade em Omã. A operação deles começou como um co-investimento, com capital de Omã, e, agora, é 100% da Vale, que exporta para a região. É um dos investimentos de maior sucesso no país”, disse o diplomata.

Ao afirmar que a troca comercial entre os dois países é de cerca de US$ 2 bilhões por ano, Al-Rahbi disse que espera que Brasil e Omã ampliem os investimentos mútuos nos próximos anos em um acordo para criar um fundo de investimento conjunto. Ele afirmou também que ministérios de ambas as nações têm conversado e que há a pretensão de se realizar, neste ano, um encontro em um comitê conjunto em Mascate, a capital omani, com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e seu colega do ministério do Comércio e Indústria, Qais Mohammed Al Yousef.

Mais projetos entre Omã e Brasil

A parceria entre os dois países, que, disse o embaixador, são neutros, pacíficos e trabalham para a promoção da paz, deverá alcançar outros setores, como o cultural. Ele afirmou que irá tentar promover uma cooperação entre o Museu Nacional de Omã e um museu equivalente brasileiro para aproximar artistas para que eles criem projetos que promovam e manifestem a relação existente entre essas nações. “Sou otimista [com o fato] que nos próximos anos vamos testemunhar um amplo investimento entre os dois países e fortalecer o relacionamento entre eles”, afirmou.

O embaixador Talal Al-Rahbi: “Sou otimista que nos próximos anos vamos testemunhar um amplo investimento entre os dois países e fortalecer o relacionamento entre eles”

Divulgação/Embaixada de Omã
O embaixador Talal Al-Rahbi: “Sou otimista que nos próximos anos vamos testemunhar um amplo investimento entre os dois países e fortalecer o relacionamento entre eles”

O ministro do Turismo, Celso Sabino, (União Brasil-PA), estava no jantar. No encontro, ele lembrou que esteve em Mascate para participar da Made in Brazil Expo Muscat, em maio, evento que promoveu o Brasil no país árabe e a troca de informações entre os dois. No encontro de ontem, segundo informações do Ministério do Turismo, Sabino afirmou: “Quando estive em Omã, pude perceber, que além das belezas turísticas, o povo tem muito carinho, hospitalidade e atenção com os turistas e, principalmente, com os brasileiros. Temos trabalhado para ampliar esse fluxo turístico, principalmente com esse novo Brasil, com estabilidade econômica, social e política. Vida longa à relação de amizade entre o Brasil e Omã”.

Do coquetel promovido na embaixada participaram também o secretário de África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Sérgio Sobral Duarte, diplomatas árabes, o CEO e secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour, o presidente da certificadora de produtos halal, Fambras Halal, Mohamed Zoghbi, e empresários.

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Fabiana Ceyhan

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.