Americanos afirmam que não vão sair do Iraque, indo contra a decisão do parlamento iraquiano.

O secretário de Defesa Mark Esper disse a repórteres que os EUA não retirariam tropas do Iraque, apesar de uma carta que apareceu no início do dia sugerindo o contrário.
Segundo relatos da Reuters, as forças armadas dos Estados Unidos escreveram uma carta às autoridades iraquianas - apenas um dia após os legisladores iraquianos aprovarem uma resolução pedindo a expulsão das tropas americanas do país - dizendo que os EUAtirariam tropas da região e trabalhariam na questão, reposicionamento de forças nas próximas semanas.

Esper, que disse não ter visto a carta, mas observou que não está assinada, disse que o conteúdo não é consistente com a política atual dos EUA."Não houve decisão de deixar o Iraque", disse Esper.A confusão sobre a retirada de tropas ocorre quando as tensões no Oriente Médio continuam a aumentar nos dias após a morte do general iraniano Qassem Soleimani, morto em um ataque aéreo liderado pelos EUA na quinta-feira.O presidente Trump ameaçou dar um tapa no Iraque com pesadas sanções se as tropas dos EUA - que foram enviadas para lá há mais de quatro anos para ajudar na luta contra o grupo terrorista do Estado Islâmico - forem expulsas de seus postos.

Milley chamou a  carta de “mal formulada” e disse que  não haverá retirada. Não é isso que está acontecendo. "
Ele esclareceu que haveria mais tropas dos EUA se movendo de helicóptero à medida que a proteção da força aumentar dentro do Iraque, particularmente na Zona Verde, que está fortificada, que foi bombardeada com ataques de foguetes nos últimos três dias.

Milley também acrescentou que os militares dos EUA estarão "trazendo  soldados de sua base no Kuwait", para adicionar às quase 5.000 tropas americanas que já estão  em terra.




Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.