
Ruanda está perto de garantir uma etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1 a partir de 2030. O país africano teria obtido aprovação para receber a competição, segundo uma fonte do governo ouvida pela agência AFP. Apesar do avanço nas negociações, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e as autoridades ruandesas ainda não anunciaram oficialmente o acordo. A expectativa é que a confirmação seja divulgada nos próximos dias, em Kigali, capital do país. O projeto conta com apoio financeiro do Catar.
Para viabilizar a realização da prova, o governo pretende construir um autódromo nas proximidades do Aeroporto Internacional de Bugesera. A candidatura faz parte de uma estratégia mais ampla para ampliar a visibilidade internacional de Ruanda, atrair investimentos e impulsionar o turismo por meio de grandes eventos esportivos.
A iniciativa, porém, também enfrenta críticas. O governo é acusado por opositores de recorrer ao chamado sportswashing, expressão usada para descrever o emprego de eventos esportivos com o objetivo de melhorar a imagem de um país e reduzir a atenção sobre denúncias de violações dos direitos humanos. O passado ruandês também é marcado pelo genocídio de 1994.
A possível entrada de Ruanda no calendário da Fórmula 1 atende a uma reivindicação antiga de Lewis Hamilton. O heptacampeão mundial, atualmente piloto da Ferrari, defende há anos o retorno da categoria ao continente africano. Em 2024, o britânico manifestou apoio aos planos ruandeses e afirmou ter uma ligação positiva com o país.
A África do Sul, por sua vez, continua interessada em receber uma etapa da competição. O ministro dos Esportes sul-africano, Gayton McKenzie, declarou que a candidatura do país não deve ser considerada encerrada caso Ruanda seja confirmado como sede.
A Fórmula 1 não realiza uma corrida na África desde 1993, quando o circuito de Kyalami, na África do Sul, recebeu o último Grande Prêmio disputado no continente. Na ocasião, a vitória ficou com o francês Alain Prost.
Se confirmada, a etapa ruandesa representará o retorno da principal categoria do automobilismo mundial à África após mais de três décadas. Por enquanto, a realização da prova em 2030 permanece condicionada à formalização do acordo e à construção da infraestrutura necessária.








