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A jornalista Adriana Araújo, apresentadora do programa Entre Nós, da BandNews FM, e do Jornal da Band, criticou mulheres que utilizam as plataformas digitais para defender que outras mulheres não participem das eleições. Ao comentar esse posicionamento, ela classificou essas criadoras de conteúdo como “influenciadoras do retrocesso”.

Durante sua manifestação, Adriana estabeleceu um paralelo entre esse tipo de discurso e a situação das mulheres no Afeganistão, onde o regime do Talibã impõe severas restrições aos direitos e às liberdades femininas. A jornalista destacou a distância entre a realidade brasileira e as condições enfrentadas pelas afegãs.

“É um país totalmente desmantelado. Está muito longe do Brasil”, afirmou, ao mencionar o contexto afegão.

A apresentadora também relacionou a defesa do fim do voto feminino ao debate mais amplo sobre a violência contra a mulher e o feminicídio. Para ela, questionar direitos já conquistados pode contribuir para a disseminação de discursos que colocam em risco avanços relacionados à participação feminina na sociedade.

A crítica reacende a discussão sobre o papel das redes sociais na circulação de ideias relacionadas aos direitos das mulheres e à participação política. No Brasil, o voto feminino foi instituído em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, e incorporado à Constituição de 1934.

O debate envolve tanto a liberdade de expressão nas plataformas digitais quanto a importância histórica do direito das mulheres de participar das decisões políticas do país.