A riqueza natural do Brasil e seu potencial para criar experiências turísticas sustentáveis e novos negócios foi a protagonista da Visit Brasil Trade Mission – London 2026. A ação é promovida pela Embratur e pelo Sebrae, com apoio da Embaixada do Brasil no Reino Unido, e acontece em Londres de segunda-feira (2) a sexta-feira (6). O grupo brasileiro participa de encontros com organizações britânicas e de atividades na WTM London, uma das maiores feiras internacionais do setor. O objetivo é aproximar empreendedores nacionais de parceiros estrangeiros e dar mais visibilidade a iniciativas que unem turismo, conservação ambiental e desenvolvimento das comunidades locais.

A delegação soma 19 integrantes. Fazem parte dela representantes da Embratur, diretores e técnicos dos Sebraes do Amapá, Amazônia, Pará, Mato Grosso e Maranhão, empresários, além de membros da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Instituto Clima e Sociedade (iCS), do Instituto Amazônia+21 e de empresas de vários segmentos da economia sustentável.

Além da feira, o roteiro prevê visitas técnicas a instituições britânicas de pesquisa e inovação, reuniões institucionais e o workshop Brazil BioMarket, marcado para a sexta. Os debates vão tratar de oportunidades ligadas à biodiversidade, aos saberes tradicionais, à ciência e à inovação, e de projetos voltados ao desenvolvimento de comunidades e territórios.

A missão acontece sob o guarda-chuva da Parceria Estratégica Reino Unido–Brasil 2026–2030, que identifica a bioeconomia e o turismo como áreas capazes de atrair investimentos e fortalecer a cooperação entre os dois países. Para o presidente da Embratur, Bruno Reis, a presença das empresas brasileiras é decisiva para abrir portas no exterior. Ele destaca que a biodiversidade é um dos grandes diferenciais do país no turismo internacional e que, ao combiná-la com gastronomia, cultura e experiências criadas pelas comunidades, o Brasil amplia negócios e renda nos territórios. Segundo ele, a missão aproxima empreendedores de parceiros internacionais e mostra como o turismo pode valorizar a biodiversidade, fortalecer economias locais e ampliar a presença brasileira em mercados estratégicos.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, reforçou que as micro e pequenas empresas respondem por 97% do turismo brasileiro, o que explica o engajamento da instituição na pauta. Ele lembrou que o Brasil é o único país com seis biomas e que essa diversidade é um trunfo competitivo, resultado, segundo ele, de um trabalho integrado em favor de políticas públicas de incentivo ao setor.

A biodiversidade brasileira na WTM London

Na terça-feira, a delegação realizou uma ativação no Pavilhão Brasil da feira, com a apresentação do Brasil BioMarket e uma demonstração gastronômica do chef Rafael Cagali, do restaurante Da Terra, em Londres, que ostenta duas estrelas Michelin. Ingredientes e pratos brasileiros serviram de fio condutor para conectar gastronomia, biodiversidade, patrimônio cultural e promoção turística. O pavilhão conta ainda com um totem interativo do Brasil BioMarket, que reúne informações sobre produtos sustentáveis, iniciativas empreendedoras e oportunidades de negócios ligadas à biodiversidade.

Brazil BioMarket: negócios da biodiversidade rumo ao mercado global

Criado pelo Sebrae, o Brasil BioMarket é uma plataforma de negócios que liga produtos e soluções da biodiversidade e da sociobiodiversidade a mercados nacionais e internacionais. Seu portfólio inclui pequenos negócios de alimentos e bebidas, moda, biojoias, cosméticos, bem-estar, artesanato e inovação. De acordo com o Sebrae, a iniciativa abre mercados, agrega valor já na origem e contribui para gerar renda, conservar o meio ambiente e desenvolver os territórios.

No último dia da missão, o workshop Brazil BioMarket – Strategic Dialogue & B2B Showcase reunirá representantes de instituições, empreendedores e lideranças empresariais. A programação terá debates sobre turismo regenerativo, modelo em que o visitante participa diretamente da preservação do destino, além de temas como comunidades locais, parcerias institucionais e negócios internacionais. Também estão previstas apresentações de cases brasileiros, como Amazon Cure, Biozer e Social Carbon, exposição de produtos do Brasil BioMarket e momentos de networking.

Turismo regenerativo e experiências

A agenda inclui ainda um painel sobre turismo, experiências regenerativas e comunidades locais, com empresas brasileiras como Vivalá e Jardim da Amazônia Lodge. A conversa vai passar por turismo de natureza, ecoturismo, gastronomia e vivências de imersão cultural, e por como essas atividades se relacionam com conservação ambiental, empreendedorismo local e valorização do patrimônio natural e cultural.