O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), acompanha a crise política e econômica no Paraguai após o presidente Santiago Peña anunciar renúncia em meio ao escândalo envolvendo o Ueno Bank. O pedido ainda não foi aceito pelo Congresso paraguaio e o processo de impeachment segue em andamento. Trad manifestou preocupação com os possíveis impactos para os brasileiros que vivem no país vizinho e para as relações comerciais entre os dois países.
No Paraguai, o colapso do Ueno Bank deixou milhões de correntistas sem acesso às próprias economias e desencadeou uma crise política que levou o presidente Santiago Peña a anunciar sua renúncia. Mas o pedido ainda não foi aceito pelo Congresso paraguaio, enquanto o processo de impeachment segue em andamento.
Em entrevista ao programa Conexão Senado nesta sexta-feira, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, avaliou os possíveis impactos da crise e afirmou que o Senado acompanha a situação. “A gente tem que ver como que vai ser o plano de recuperação desses correntistas, se vai haver algum plano do governo para com eles, se existe alguma salvaguarda que poderia proteger esses investidores. Mas eu digo para você, um cenário de um horizonte muito sombrio que se tem pela frente.” Além dos impactos financeiros, a crise também pode afetar a população que vive nas regiões de fronteira. Em Mato Grosso do Sul, cidades brasileiras mantêm uma relação próxima com cidades paraguaias vizinhas, com circulação diária de trabalhadores, estudantes e usuários dos serviços de saúde. Segundo estimativas do Itamaraty, cerca de 270 mil brasileiros vivem no Paraguai.
Nelsinho Trad informou que pretende buscar informações no Ministério das Relações Exteriores e na Embaixada do Paraguai. Segundo ele, o papel do Brasil é observar os efeitos da crise sobre os interesses brasileiros, respeitando a soberania das instituições paraguaias. “A gente tem algumas ideias, estamos conversando com setores do Itamaraty, não adianta a gente querer se antecipar, porque o problema do Paraguai tem que ser resolvido pelo Paraguai, mas as repercussões do tratado internacional com os países que têm mais negócios com o Paraguai não podem ser abandonados no nosso radar.” A expectativa é que a crise seja solucionada pelas instituições paraguaias, com a retomada da estabilidade política e a preservação das relações de cooperação entre os dois países. Com supervisão de Marcio Maturana, da Rádio Senado, Yasmim Rodrigues.
Fonte: Radio Senado









