O seminário “O Futuro do Setor Nuclear: Desafios Estruturantes e Caminhos para a Autonomia”, realizado no dia 28 de abril, reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor para discutir estratégias e perspectivas para o desenvolvimento nuclear no país. Estiveram presentes à mesa de abertura o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Francisco Rondinelli; o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da CNEN, Wilson Calvo; o presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan), Celso Cunha, e o deputado federal Júlio Lopes, integrante da Frente Parlamentar Nuclear.
O presidente da CNEN, Rondinelli, enfatizou a importância do trabalho articulado entre grupos técnicos e da formulação de propostas concretas para subsidiar políticas públicas. Segundo ele, o setor nuclear exige uma visão de longo prazo e se beneficia de espaços qualificados de debate. “Pretendemos construir um programa nuclear ao longo do ano, a partir de discussões como essa, que geram reflexões e propostas estruturadas”, afirmou.
Durante a abertura, o deputado Júlio Lopes destacou o papel da CNEN, classificando a atuação institucional como “extraordinária”, e ressaltou a relevância de iniciativas estratégicas, como o projeto microrreator nuclear brasileiro. Já o presidente da Abdan, Celso Cunha, abordou a atuação da entidade no fortalecimento do marco legal e na promoção de iniciativas voltadas à ampliação do setor. Ele ressaltou a importância do trabalho colaborativo e a inserção da área nuclear em agendas como o hidrogênio e a transição energética.
O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da CNEN, Wilson Calvo, destacou a relevância das áreas estratégicas e dos projetos em andamento, além de reforçar a importância da comunicação com a sociedade sobre as atividades nucleares. Ele também parabenizou a Coordenação-Geral de Planejamento, Orçamento e Avaliação pela organização do seminário.
O encontro reuniu especialistas para discutir desafios estruturais e perspectivas em áreas como governança, pesquisa e desenvolvimento, soberania tecnológica, formação de capital humano, infraestrutura científica, projetos estratégicos e financiamento.
A programação foi organizada em quatro mesas temáticas, que incluíram apresentações, debates e interação com o público. Na mesa dedicada à governança, foram discutidos os desafios de coordenação do setor nuclear no Brasil, considerando, entre outros fatores, a adesão à Declaração para Triplicar a Energia Nuclear, durante a II Cúpula sobre Energia Nuclear, em Paris, em abril deste ano, meta pretendida até 2050. O encontro foi realizado com o apoio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a declaração lançada na COP28 tem adesão de 38 países.
O coordenador-geral de Planejamento, Orçamento e Avaliação da CNEN, Fábio Staude, destacou que será elaborada uma publicação com os resultados do encontro e agradeceu às equipes envolvidas na organização do seminário, aos palestrantes e aos participantes, em formato presencial e online.
Fonte: Cocom/ CNEN









