Em mais um movimento estratégico para reduzir a dependência do petróleo, Omã anunciou a assinatura de novos acordos de investimento que somam mais de 200 milhões de riais omanitas — o equivalente a cerca de US$ 519 milhões. A iniciativa reforça a aposta do país na industrialização e na atração de capital estrangeiro por meio de zonas econômicas especiais.

Os projetos serão implementados em três polos estratégicos: a Zona Econômica Especial de Duqm, a Zona Franca de Salalah e a Cidade Econômica de Khazaen — regiões consideradas essenciais para a transformação econômica do sultanato.

Indústria como motor de crescimento

Os acordos contemplam uma ampla gama de setores industriais, com destaque para áreas de alto potencial de crescimento global. Entre os principais projetos estão:

  • Fábricas de baterias para veículos elétricos
  • Processamento de aço e produção de tubos
  • Indústrias de cimento, cola e azulejos
  • Estrutura logística com armazém farmacêutico

A presença de uma fábrica de baterias para veículos elétricos chama atenção por alinhar Omã à transição energética global, posicionando o país dentro de uma cadeia produtiva estratégica para o futuro da mobilidade.

Estratégia de diversificação

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo do governo omanita para diversificar sua economia, tradicionalmente dependente das exportações de petróleo e gás.

Ao investir em zonas econômicas especiais, o país busca oferecer vantagens competitivas como:

  • Incentivos fiscais
  • Infraestrutura moderna
  • Localização geográfica estratégica entre Ásia, África e Oriente Médio
  • Facilidade para exportações

Esses fatores tornam Omã um ponto cada vez mais relevante no mapa logístico global.

Duqm, Salalah e Khazaen: hubs em ascensão

Cada uma das regiões contempladas desempenha um papel específico na estratégia nacional:

  • Duqm: foco em indústria pesada e energia
  • Salalah: hub logístico com acesso direto a rotas marítimas internacionais
  • Khazaen: centro integrado voltado à distribuição e manufatura leve

A combinação desses polos cria um ecossistema industrial capaz de atrair diferentes perfis de investidores e empresas.

Impacto econômico e geopolítico

Além de impulsionar o crescimento interno, os investimentos fortalecem a posição de Omã no cenário internacional, especialmente em um momento de reconfiguração das cadeias globais de produção.

A aposta em setores como mobilidade elétrica e logística farmacêutica também indica uma estratégia voltada para mercados resilientes e de alto valor agregado.

Os novos acordos assinados por Omã representam mais do que investimentos pontuais — são parte de uma transformação estrutural da economia do país.

Ao consolidar suas zonas econômicas como polos industriais e logísticos, o sultanato avança na construção de um modelo menos dependente do petróleo e mais integrado às tendências globais de inovação e sustentabilidade.