O Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) “Araguari”, da Marinha do Brasil, partiu de Natal (RN), em 10 de abril, com 121 militares a bordo, para uma comissão de dois meses no Atlântico Sul que inclui a participação nos exercícios multinacionais “Obangame Express 2026” e “Guinex VI”, na costa ocidental africana.
A primeira escala está programada para Douala, em Camarões. O navio também fará paradas em São Tomé (São Tomé e Príncipe); Walvis Bay (Namíbia); Luanda (Angola); Abidjan (Costa do Marfim); e Lagos (Nigéria).
Durante a operação, o “Araguari” participará de exercícios no mar e em porto com forças navais de Portugal, Benin, Costa do Marfim, Namíbia, Angola, Camarões, Nigéria, Estados Unidos e França, além da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe. Também estão previstos compromissos institucionais, como eventos alusivos ao 70º aniversário da Marinha da Nigéria.
Cooperação no Atlântico Sul
Exercícios multinacionais como “Obangame Express” e “Guinex” contribuem para reduzir riscos nessa região de importância estratégica para o Brasil. “O Golfo da Guiné possui elevada relevância geopolítica e econômica, sendo um importante corredor do comércio marítimo internacional, com intenso fluxo de petróleo, gás natural e outras commodities”, explica o Comandante do navio, Capitão de Fragata Anselmo Azevedo da Silva.
A região enfrenta desafios relacionados à segurança marítima, decorrentes de fatores socioeconômicos, instabilidade política e limitações estruturais das marinhas locais, favorecendo a ocorrência de ilícitos como pirataria, sequestro de pessoas, tráfico de armas e drogas e pesca ilegal. Esse cenário demanda maior cooperação internacional e fortalecimento das capacidades marítimas dos países lindeiros”, avalia o Comandante.
A participação brasileira nesses treinamentos fortalece a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), iniciativa que reúne 24 países localizados na costa oeste da África e a costa leste da América do Sul — as duas margens do Atlântico Sul —, e que visa à manutenção da paz e ao fortalecimento da cooperação política e diplomática na região.
Fonte: Agência Marinha de Notícias









