Mauritânia vai crescer 4,8% em 2023

Expectativa é do FMI, que vê expansão do PIB a um ritmo “forte”

O Produto Interno Bruto (PIB) da Mauritânia vai crescer 4,8% em 2023, uma taxa menor do que os 6,4% registrados em 2022, de acordo com as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), que, na terça-feira (19), anunciou um novo pacote de financiamento ao país do Norte da África. A perspectiva foi divulgada no âmbito do crédito que a instituição irá liberar para a Mauritânia.

De acordo com nota assinada pelo vice-diretor gerente do FMI, Kenji Okamura, o crescimento econômico do país se manteve “forte” em 2023 como consequência de medidas econômicas sólidas, apoio de doações e normalização dos preços dos alimentos e de energia. “A inflação caiu, o déficit em conta-corrente se reduziu, as reservas internacionais se mantêm confortáveis e o desempenho fiscal se manteve alinhado com as metas de redução da dívida externa no médio prazo”, informa Okamura. A taxa de inflação deverá encerrar o ano em 4,5%. Em 2022, atingiu 11%.

Ainda no documento, o FMI afirma que uma disciplina fiscal que preserve os investimentos em infraestrutura e os gastos sociais irá ajudar o país a alcançar um crescimento maior e mais “verde” enquanto contém o endividamento.

No mesmo comunicado, o fundo confirma o repasse de dois empréstimos o país. O primeiro deles, equivalente a US$ 21,5 milhões, é parte de uma linha de financiamento para países de baixa renda com desequilíbrios no balanço de pagamentos. Outro repasse, equivalente a US$ 258 milhões, será executado pelo prazo de 31 meses em outro programa do fundo dedicado a países com reformas que buscam justamente equilibrar o balanço de pagamentos, incluindo aqueles relacionados a pandemias e mudanças climáticas.

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Fabiana Ceyhan

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.