O Ministério das Relações Exteriores se manifestou oficialmente após autoridades israelenses impedirem o acesso de um cardeal a uma basílica em Jerusalém durante o Domingo de Ramos. Em nota, o governo brasileiro condenou a ação, classificando-a como de extrema gravidade.

Segundo o Itamaraty, a medida é “contrária ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém” e fere o princípio da liberdade de culto. O posicionamento brasileiro também destacou preocupações com restrições recentes impostas a fiéis de diferentes religiões na região.

De acordo com a nota, autoridades israelenses vêm limitando, nas últimas semanas, o acesso de cristãos a locais sagrados, além de impor restrições a muçulmanos durante o Ramadã, especialmente na Esplanada das Mesquitas, também conhecida como Haram al-Sharif.

O episódio ocorreu quando o cardeal Pierbattista Pizzaballa e o monsenhor Francesco Ielpo foram impedidos de entrar no templo. A ação gerou repercussão internacional e levantou questionamentos sobre o respeito às tradições religiosas na cidade.

Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a decisão foi motivada por razões de segurança. Ainda assim, o caso amplia a tensão em torno do acesso a locais sagrados em Jerusalém, tema historicamente sensível e de grande relevância geopolítica.

O posicionamento do Brasil reforça a defesa do respeito à liberdade religiosa e à preservação dos acordos históricos que regulam o acesso aos principais sítios sagrados da região.