O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pretende assumir o comando da política externa brasileira caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, seja eleito presidente da República nas eleições de 2026.
A intenção teria sido apresentada por Eduardo a pessoas próximas e coloca seu nome entre os possíveis integrantes de um futuro governo de Flávio. O cargo em questão é o de ministro das Relações Exteriores, responsável pela condução da diplomacia brasileira e pela representação do país nas relações com governos e organismos internacionais.
A informação foi divulgada neste domingo, 13 de setembro, pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo. Até o momento, Eduardo não apresentou publicamente um programa específico para uma eventual atuação à frente do Itamaraty.
Flávio já mencionou Eduardo para o cargo
A possibilidade de Eduardo ocupar o Ministério das Relações Exteriores não é totalmente nova. Em fevereiro deste ano, Flávio Bolsonaro já havia sido questionado sobre a hipótese de indicar o irmão para o comando do Itamaraty.
Na ocasião, o senador afirmou que ainda não estava definindo sua equipe ministerial, mas classificou Eduardo como uma de suas referências para a composição de um eventual governo.
A declaração ganhou novo peso diante da atual movimentação política em torno da candidatura de Flávio à Presidência.
Política externa pode sofrer mudança de orientação
A eventual escolha de Eduardo para o Itamaraty representaria uma mudança significativa na condução da política externa brasileira. O ex-deputado mantém uma relação política próxima com os Estados Unidos e, nos últimos anos, esteve envolvido em articulações internacionais relacionadas ao governo norte-americano.
A presença de Eduardo na área externa também poderia influenciar a posição brasileira em temas considerados estratégicos, como as relações com Washington, China, BRICS e Mercosul.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem defendido uma política externa mais próxima dos Estados Unidos e de Israel, além de sinalizar críticas à atual configuração do BRICS. Essas posições indicam uma possível revisão das prioridades diplomáticas brasileiras em um eventual governo do senador.
Nome ainda depende do resultado eleitoral
Apesar da movimentação, qualquer definição sobre o comando do Itamaraty dependeria primeiro do resultado das eleições presidenciais e, posteriormente, das decisões tomadas pelo eventual novo presidente.
A composição de um ministério costuma envolver diferentes grupos políticos, econômicos e técnicos, especialmente em áreas estratégicas como relações exteriores. Por isso, a possibilidade de Eduardo assumir a pasta ainda deve ser tratada como uma intenção política, e não como uma indicação formal.
A discussão, entretanto, antecipa um dos principais debates de uma eventual administração de Flávio Bolsonaro: qual será o papel do Brasil no cenário internacional e quais parceiros terão prioridade na política externa.
Nesse contexto, o futuro do relacionamento com Estados Unidos, China, BRICS e demais blocos e organismos multilaterais deverá ocupar espaço central nas discussões sobre um possível novo governo.
A eventual chegada de Eduardo Bolsonaro ao Itamaraty também colocaria a diplomacia brasileira no centro das disputas políticas e ideológicas que deverão marcar a eleição presidencial de 2026.









