A Itália defende regras mais rígidas para a suspensão de importações previstas no acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. A posição foi apresentada pelo ministro da Agricultura italiano, Francesco Lollobrigida, em entrevista publicada nesta quinta-feira (8), às vésperas da votação do bloco europeu sobre o tratado — decisão na qual o posicionamento de Roma pode ter peso decisivo.
Em declaração ao jornal econômico Il Sole 24 Ore, Lollobrigida afirmou que o governo italiano pressiona para reduzir de 8% para 5% o limite que aciona as chamadas cláusulas de salvaguarda. Pelo mecanismo previsto no acordo, a suspensão entraria em vigor caso as importações provenientes da América Latina ultrapassem esse patamar ou se os preços agrícolas europeus registrarem queda superior ao mesmo percentual.
“Queremos que esse limite de 8% seja reduzido para 5% e acreditamos que existem condições para alcançar esse resultado”, afirmou o ministro.
Lollobrigida destacou ainda que diplomatas italianos realizam as verificações técnicas e políticas finais após receberem garantias iniciais relacionadas à reciprocidade em segurança alimentar, uma preocupação antiga do governo italiano. Segundo ele, a Itália busca assegurar que os produtos agrícolas importados pela União Europeia cumpram os mesmos padrões exigidos dos produtores europeus.
“Estamos na reta final”, declarou o ministro, acrescentando que os países do bloco devem avaliar os avanços nas negociações durante uma reunião dos representantes permanentes dos Estados-membros da UE (Coreper), marcada para sexta-feira.









