O protótipo do carro voador desenvolvido pela Eve Air Mobility, empresa subsidiária da Embraer, realizou seu primeiro voo na manhã desta sexta-feira, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. A operação marca o início da fase de testes em voo dos eVTOLs, etapa fundamental para o avanço do projeto e para a futura certificação da aeronave.
Primeiro voo marca início da fase de testes
O voo inaugural aconteceu na planta da Embraer em Gavião Peixoto, onde está localizada a maior pista de aviação do hemisfério sul. Segundo a Eve, esse primeiro teste teve como objetivo validar a integração dos oito propulsores elétricos, o gerenciamento de energia e o nível de ruído emitido pelo eVTOL. De acordo com a empresa, o protótipo se comportou conforme o esperado durante toda a operação.
Esse voo inicial dá início a uma série de testes mais complexos. A Eve pretende fabricar seis protótipos ao todo e realizar diversos voos após essa primeira etapa de voo pairado, com a expansão gradual dos testes até voos totalmente desarmados ao longo de 2026. Para que os veículos possam operar comercialmente, ainda será necessária a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac.
Como será o carro voador da Eve
Popularmente conhecidos como carros voadores, os eVTOLs, veículos elétricos de pouso e decolagem vertical, estão sendo produzidos em Taubaté, no interior de São Paulo, em uma fábrica com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano.
O modelo desenvolvido pela Eve tem capacidade para cinco pessoas, sendo quatro passageiros e um piloto, e autonomia de até 100 quilômetros, ideal para trajetos urbanos curtos e conexões entre cidades próximas e centros comerciais.

Atualmente, cerca de 3 mil unidades já foram encomendadas. A expectativa da Eve é iniciar as entregas e as operações comerciais em 2027. A projeção da empresa indica que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045, transportando mais de 3 bilhões de passageiros nesse período e gerando uma receita estimada em US$ 280 bilhões.
Para apoiar o desenvolvimento do projeto, a Eve recebeu recentemente um empréstimo de R$ 200 milhões do BNDES. Os recursos estão sendo utilizados na integração dos motores elétricos, nos testes do protótipo e na preparação para a campanha de certificação junto à Anac.
Fonte: passageirodeprimeira









