A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) aprovou a inclusão dos Sítios da Indústria Artesanal de Porcelana de Jingdezhen, na província chinesa de Jiangxi, na Lista do Patrimônio Mundial. A decisão foi anunciada durante a 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Busan, na Coreia do Sul, consolidando o reconhecimento internacional de um dos mais importantes centros históricos de produção cerâmica do mundo.

Conhecida como a “Capital da Porcelana”, Jingdezhen acumula mais de mil anos de tradição na fabricação de peças cerâmicas de alta qualidade. Ao longo dos séculos, a cidade tornou-se referência mundial pelo aperfeiçoamento das técnicas de produção, abastecendo tanto a corte imperial chinesa quanto mercados internacionais por meio das antigas rotas comerciais.

O conjunto reconhecido pela UNESCO reúne fornos históricos, oficinas artesanais, áreas de extração de matérias-primas, sistemas de transporte e outros vestígios que documentam todas as etapas da produção da porcelana. Esses elementos demonstram a evolução tecnológica da atividade e sua influência no desenvolvimento econômico, cultural e artístico da China e de diversas regiões do mundo.

Segundo a UNESCO, o sítio possui Valor Universal Excepcional por preservar um sistema produtivo que exerceu papel decisivo na difusão da porcelana chinesa, considerada durante séculos um dos produtos mais valorizados no comércio internacional. A cidade tornou-se símbolo da excelência artesanal e da inovação tecnológica aplicadas à cerâmica, contribuindo para intercâmbios culturais entre o Oriente e o Ocidente.

Com a nova inscrição, a China amplia sua presença na Lista do Patrimônio Mundial e reforça sua posição entre os países com maior número de bens reconhecidos pela UNESCO. Além de valorizar a preservação do patrimônio histórico, o reconhecimento deverá impulsionar o turismo cultural e fortalecer iniciativas voltadas à conservação e promoção da herança ceramista de Jingdezhen.

A inclusão do complexo representa mais um passo na proteção de um patrimônio que continua vivo por meio de artesãos, pesquisadores e instituições dedicadas à preservação das técnicas tradicionais de fabricação da porcelana, mantendo uma tradição que atravessa gerações e permanece como uma das maiores expressões da cultura chinesa.