O Reino Unido colocou um de seus principais porta-aviões em estado de prontidão reforçada diante da escalada de tensões no Oriente Médio. Segundo o Ministério da Defesa britânico, o navio HMS Prince of Wales (R09) teve seu nível de preparação elevado, o que reduz o tempo necessário para que a embarcação seja mobilizada para uma eventual missão.
Autoridades militares destacaram que a medida não significa que o governo britânico tenha decidido enviar imediatamente o porta-aviões para uma operação específica. O navio continua apto a participar de exercícios previamente planejados, incluindo atividades da OTAN previstas para este ano.
O reforço no estado de alerta ocorre após críticas ao governo liderado pelo primeiro-ministro Keir Starmer pela demora no envio de um navio de guerra para apoiar a defesa de Chipre. Embora Starmer tenha anunciado que o país enviaria uma embarcação militar para a ilha mediterrânea, o deslocamento ainda não havia sido registrado até a tarde de sábado, segundo dados de monitoramento marítimo.
Bases britânicas usadas em operações defensivas
O Ministério da Defesa britânico informou ainda que os Estados Unidos começaram a utilizar bases militares no Reino Unido para realizar operações defensivas específicas com o objetivo de impedir que o Irã lance mísseis na região.
Além disso, caças britânicos seguem realizando voos de patrulha sobre Jordânia, Catar e Chipre para proteger interesses britânicos e apoiar aliados.
O governo britânico também buscou diferenciar as operações militares conduzidas pelos Estados Unidos. Starmer afirmou que Londres autorizou o uso de bases apenas para missões defensivas e, inicialmente, negou permissão para que instalações britânicas fossem utilizadas em ataques ofensivos contra o Irã.
A movimentação militar ocorre em meio ao aumento da instabilidade no Oriente Médio, cenário que tem levado países da Europa e da OTAN a reforçar sua presença estratégica na região









