A Organização das Nações Unidas iniciou um projeto de geração de energia solar na Nigéria com o objetivo de ampliar o uso de fontes renováveis e promover soluções energéticas mais sustentáveis. A instalação foi implementada no complexo da Casa da ONU, em Abuja, e pretende reduzir despesas com eletricidade, diminuir emissões de carbono e incentivar a adoção de tecnologias limpas no país.
A iniciativa foi apresentada durante o lançamento da primeira fase do projeto de sustentabilidade da Casa da ONU. Na ocasião, o coordenador residente e humanitário da organização na Nigéria, Mohamed Fall, afirmou que o projeto demonstra o compromisso da ONU em acelerar a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis de energia.
Segundo Fall, a nova infraestrutura conta com um sistema solar fotovoltaico com capacidade inicial de 400 quilowatts-pico, com possibilidade de expansão para até 700 quilowatts. A instalação também inclui um sistema de armazenamento com baterias de íon de lítio com capacidade de 650 quilowatt-horas, o que garante maior estabilidade e segurança no fornecimento de energia.
Além disso, o sistema foi equipado com tecnologias modernas de gestão energética, incluindo inteligência artificial e monitoramento por meio da Internet das Coisas (IoT). Essas ferramentas permitem acompanhar em tempo real tanto a produção quanto o consumo de energia dentro do complexo.
Com a implementação da usina solar, a expectativa é que os custos de eletricidade da Casa da ONU sejam reduzidos em aproximadamente 40%. O projeto também deverá diminuir o consumo da rede elétrica convencional em quase um milhão de quilowatt-horas por ano, além de reduzir cerca de 300 toneladas de emissões de carbono.
Mohamed Fall destacou que a iniciativa está alinhada com os compromissos climáticos assumidos pela Nigéria e com as diretrizes da Lei de Eletricidade aprovada em 2023. Ele ressaltou ainda que o país possui grande potencial para geração de energia renovável, especialmente solar, e que o acesso a energia confiável é fundamental para impulsionar o crescimento econômico, aumentar a produtividade e promover o desenvolvimento social.
O projeto foi desenvolvido com apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e contou com a colaboração de diversas agências da ONU que atuam no complexo em Abuja. Já está prevista uma segunda fase do projeto, que deverá ampliar a capacidade instalada para 700 quilowatts, aproximando o local de uma operação baseada quase totalmente em energia limpa.
O diretor-executivo da Agência de Eletrificação Rural da Nigéria, Abba Aliyu, afirmou que a iniciativa demonstra o potencial prático e econômico das soluções de energia renovável. Ele destacou que o país precisará de cerca de 23 bilhões de dólares em investimentos para ampliar o acesso à eletricidade em comunidades que ainda não contam com esse serviço.
Representando o ministro da Energia, o secretário permanente Mahmuda Mamman declarou que o projeto contribui diretamente para a estratégia nacional de transição energética. Já o ministro do Meio Ambiente, Balarabe Lawal, afirmou que a iniciativa poderá servir como exemplo para estimular o uso mais amplo de tecnologias sustentáveis em todo o território nigeriano.









