O Senado Federal promoveu hoje (26) uma sessão em comemoração aos 40 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Palestina.

Por Anba- Alexandre Rocha

O Senado Federal promoveu nesta quinta-feira (26) uma sessão especial para comemorar os 40 anos do estabelecimento de relações diplomáticas entre o Brasil e a Palestina. O embaixador Osmar Chohfi, vice-presidente de Relações Internacionais da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, participou da celebração.

De acordo com informações da Agência Senado, o embaixador da Palestina em Brasília, Ibrahim Alzeben, pediu ao governo brasileiro que reafirme o compromisso pela defesa do direito de autodeterminação do povo palestino.

“Reconhecemos as contribuições dos (ex) presidentes José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer, dos chanceleres e diplomatas brasileiros, e de funcionários do Itamaraty”, declarou Alzeben. “E o que esperamos do senhor presidente Jair Bolsonaro? Juntar-se ao esforço tradicional deste grande Brasil. Viva a amizade entre Brasil e Palestina”, acrescentou o diplomata, que é também o decano do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil.

Alzeben citou todos os presidentes brasileiros da chamada Nova República, que ocuparam o posto desde a redemocratização do País, em 1985, após mais de 20 anos de regime militar.

Segundo a Agência Senado, o embaixador afirmou que o apoio do Brasil é essencial pelo papel que o País desempenha no cenário internacional. “Todos acompanhamos a sessão atual da Assembleia Geral das Nações Unidas (em Nova York). Quase – insisto na palavra ‘quase’ – todos os discursos de líderes mundiais coincidem em seu apoio à solução de dois estados (Israel e Palestina). Todos coincidem com a posição oficial palestina de que o conflito provocado pela ocupação é político e territorial, e não religioso, e de que a solução é política”, declarou Alzeben.

Embaixador da Liga Árabe participou da cerimônia

O diplomata agradeceu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e ao senador Esperidião Amin (PP-SC) pela sessão especial, de acordo com a agência. Autor do pedido de homenagem, Amin destacou que o Brasil sempre defendeu a autodeterminação e a soberania do povo palestino, e que em 2010 o País reconheceu o Estado da Palestina oficialmente, o que levou outras nações latino-americanas e fazer o mesmo.

“Desejamos a paz entre palestinos e israelenses e uma vida melhor, cheia de prosperidade, para todos os povos do mundo e, especialmente, para os povos da região. Para isso, podem sempre contar com o Brasil”, declarou. O senador, como seu sobrenome indica, é descendente de árabes.

O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil, Ualid Hussein Ali Mohd Rabah, também falou na cerimônia. “O Brasil e a Palestina devem seguir juntos, porque seus sonhos só se realizam num novo mundo. O Brasil será maior num mundo em que a Palestina seja livre”, destacou.

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Osmar Chohfi (esq.) e Esperidião Amin

O diretor do Departamento do Oriente Médio do Itamaraty, Sidney Romero, foi outro dos oradores da sessão. “Em mais de uma ocasião neste ano, expressamos nosso apoio a uma solução de dois estados. O Brasil apoia uma solução que, além de justa e abrangente, seja efetiva e definitiva. Esperamos que abordagens inovadoras tragam consigo a virtude de destravar as discussões em torno dos temas mais delicados do conflito”, ressaltou.

Romero acrescentou, de acordo com a Agência Senado, que a viagem que Bolsonaro fará a três países árabes em outubro mostra a importância que o governo brasileiro dá ao mundo árabe. O presidente vai visitar a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.O embaixador da Liga dos Estados Árabes no Brasil, Qais Marouf Kheiro Shqair, também participou da celebração.

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.