A Embaixada dos Estados Unidos divulgou um alerta orientando que cidadãos americanos deixem o Líbano após os ataques realizados contra o Irã na manhã deste sábado (28).

Em comunicado publicado nas redes sociais e no site oficial da representação diplomática, o governo americano recomendou que seus nacionais deixem o território libanês enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis. Também foi reforçado o pedido para que cidadãos dos Estados Unidos evitem viajar ao Líbano neste momento.

A embaixada enfatizou que americanos que estejam no sul do país, em áreas próximas à fronteira com a Síria, em campos de refugiados ou no bairro de Dahiyeh, em Beirute, devem sair dessas regiões imediatamente. Embora o aeroporto comercial permaneça operando, o comunicado alerta que voos podem ser cancelados sem aviso prévio.

Para aqueles que optarem por permanecer no país, a recomendação é preparar planos alternativos de emergência, sem contar com eventual apoio do governo americano para evacuação. A orientação inclui a possibilidade de permanecer em casa caso a situação de segurança se agrave.

A nota também recorda que, no dia 23, o Departamento de Estado dos Estados Unidos determinou a retirada de familiares e funcionários não essenciais do governo americano que atuavam no Líbano, citando o cenário instável e imprevisível na região. Além disso, todos os serviços consulares, tanto rotineiros quanto emergenciais, foram suspensos, e o governo informou que, no momento, não possui capacidade para prestar assistência emergencial a cidadãos americanos em território libanês.

Escalada militar no Oriente Médio

O presidente Donald Trump confirmou que os Estados Unidos, em coordenação com Israel, realizaram ataques contra o Irã. Segundo ele, a ofensiva é “ampla e contínua” e tem como objetivo proteger o povo americano diante do que classificou como ameaças do governo iraniano.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que pretende neutralizar o arsenal de mísseis iraniano e impedir que o país desenvolva armas nucleares.

De acordo com autoridades israelenses, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, teria sido alvo da operação conjunta. A informação foi confirmada à imprensa internacional por fontes próximas à ação militar.

Como reação, o Irã lançou ataques contra bases americanas localizadas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait. Também foram registrados impactos na Jordânia e no Iraque. Segundo análises da imprensa internacional, trata-se de uma das mais significativas escaladas militares já registradas no Oriente Médio.