Estados árabes e Brasil: uma história de amizade

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O chefe da missão da Liga Árabe no Brasil, embaixador Qais Shqair (foto), recupera neste texto a história da instituição na América Latina.

Em seu octogésimo aniversário, uma saudação aos pioneiros da Liga Árabe, à Comunidade Árabe Brasileira… Uma missão para a América Latina em 1947…

A Liga Árabe acaba de completar oitenta anos em 22 de março.

Poucos de nós sabemos que é a mais antiga organização regional/internacional, reunindo vinte e dois estados árabes.

É mais antiga que as próprias Nações Unidas, que foram fundadas em outubro de 1945, sete meses após a fundação da Liga.

Por anos, a Liga tem sido alvo de críticas como qualquer outra organização internacional. É provável que as críticas venham daqueles que desejavam um nível máximo de unidade e ação conjunta árabe, aqueles que anseiam pelas maiores expectativas dos pais fundadores para contornar a Era do Mandato Estrangeiro que durou anos no Mundo Árabe, para finalmente transcender para a independência, integração e unificação.

Para manter as memórias dos pais fundadores, aqueles que dedicaram suas vidas para tornar nossos sonhos realidade, aos pioneiros do trabalho institucional entre as comunidades árabes na América Latina, e no Brasil em específico, uma visão geral o levará em uma curta viagem que se aprofunda em um livro publicado em novembro de 1950 pelo grande escritor e historiador palestino, o falecido Akram Zuaiter, intitulado “A Jornada da Delegação Árabe à América Latina em Prol da Palestina” (julho de 1947).

Uma revisão da primeira missão lançada pela Liga dos Estados Árabes em julho de 1947, dez meses antes da Nakba — para países latino-americanos, incluindo Brasil, Argentina, Chile, Equador, Colômbia, Venezuela, México, Honduras, Nicarágua, Peru, El Salvador, Cuba e Guatemala.

A missão teve como objetivo explicar aos políticos, jornalistas e a todos os envolvidos nessas sociedades, além das comunidades árabes, a causa palestina, para ganhar seu apoio e mobilizar o apoio das comunidades árabes em prol da Palestina, a causa central da nação árabe desde então.

A viagem mencionada cobrirá a seção do livro relacionada ao Brasil, que será apresentada em um artigo a ser publicado em árabe e português no final desta semana, intitulado:

“Os países árabes e o Brasil, um registro histórico de amizade visto nos arquivos da Liga Árabe”.

O artigo traçará o trabalho iminente dos primeiros pais fundadores da comunidade árabe no Brasil; aqueles que contribuíram para o estabelecimento de empresas comerciais e industriais sólidas, a primeira Igreja Católica Árabe, as primeiras estações de rádio, juntamente com vários jornais e revistas em todo o Brasil.

Os nomes desses pioneiros incluiriam, mas não seriam restritos a:

Bispo Aghnatios Hereikah

Bispo Nivon Saba

Padre Rofael Shameyyeh

Padre Ghefarel Salaibi

Fuad Safadi

Rashid Khouri, conhecido como “the Village Poet” (“o poeta da aldeia”, em livre tradução)

Shafiq Ma’louf

Salwa Atlas (poeta)

Nagib Yafeth

Yourself e Taqla Yazeji

Nazir Zeiton

Mousa Karim, proprietário da revista “Alshaeq”. Rashid Ateyyeh, proprietário de jornal líbano-brasileiro

Moris Shami

Henri Yafeth

Alberto Hemsi

David Naser

Rizqallah Haddad

Rashid Khouri

As’ad Abdullah

George Ma’louf

Suleiman Hafez

Salwa Mahfouz

Olga Rezqallah

O embaixador Qais Shqair é chefe da Missão da Liga dos Estados Árabes no Brasil

fonte: Anba