No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Embratur reforçou sua estratégia de promoção internacional do turismo sustentável ao ampliar a plataforma global Parques Naturais. A iniciativa passa a disponibilizar sete roteiros estruturados para o mercado estrangeiro, com o objetivo de organizar a oferta turística ligada aos biomas brasileiros e garantir que o fluxo de visitantes contribua para a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.

A plataforma reúne itinerários que proporcionam diferentes experiências de contato com a natureza e a diversidade cultural do Brasil. Entre os destaques estão os Parques do Cerrado, que oferecem cachoeiras, cavernas, formações rochosas e atividades de bem-estar, e os Caminhos do Peabiru, que conectam trilhas ancestrais às Cataratas do Iguaçu, passando por campos de altitude, pinturas rupestres e pelo litoral da Ilha do Mel.

Na região Sul, os Parques dos Cânions do Sul apresentam mais de 60 formações geológicas, incluindo os cânions Itaimbezinho e Fortaleza, além da Trilha do Rio do Boi. Já o roteiro Entre Mar e Montanhas, no Rio de Janeiro, integra experiências na Mata Atlântica com praias, cachoeiras, montanhas e a cultura urbana.

No Espírito Santo, os Parques das Montanhas Capixabas combinam agroturismo, roteiros de cafés especiais, mirantes e acesso ao Pico da Bandeira. No Nordeste, a Rota das Emoções conecta importantes destinos naturais dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará, incluindo o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o Delta do Parnaíba e Jericoacoara.

A Amazônia também integra a estratégia por meio do roteiro Parques da Amazônia Central, que oferece experiências ligadas às florestas, grandes rios, igarapés e à interação com comunidades locais. Com essa diversidade de atrativos, o Brasil busca consolidar sua posição como destino de referência para viajantes interessados em ecoturismo, aventura, biodiversidade e experiências sustentáveis.

O presidente da Embratur, Bruno Reis, destacou que a plataforma fortalece a imagem do país como uma potência global do turismo de natureza. Segundo ele, os parques naturais brasileiros reúnem biodiversidade, conservação ambiental, cultura, aventura, bem-estar e hospitalidade em uma mesma experiência de viagem.

A diretora executiva do Instituto Semeia, Renata Mendes, ressaltou o potencial econômico e ambiental da iniciativa. De acordo com ela, os parques nacionais brasileiros podem alcançar 19,7 milhões de visitas anuais até 2030, gerando aproximadamente R$ 20 bilhões em impacto econômico por ano e ampliando oportunidades para milhares de pessoas em todo o país.

Estratégia para ampliar a presença internacional

A plataforma Parques Naturais integra as ações previstas pelo Plano Brasis, Plano Internacional de Marketing Turístico 2025-2027, que orienta a promoção do Brasil com foco em inovação, diversidade e sustentabilidade.

Para fortalecer essa estratégia, a Embratur firmou uma parceria com o Sindepat (Sistema Nacional de Parques e Atrações Turísticas), incorporando oficialmente os parques brasileiros às ações de divulgação internacional. A expectativa é aumentar o fluxo de turistas estrangeiros e ampliar a visibilidade de diferentes destinos nacionais.

O portal também auxilia os visitantes no planejamento das viagens, oferecendo informações sobre atividades, formas de acesso, melhores períodos para visitação e orientações sobre turismo responsável. A iniciativa dialoga ainda com o projeto Feel Brasil, desenvolvido pela Embratur em parceria com o Sebrae Nacional, que reúne 101 experiências turísticas imersivas em diversas regiões brasileiras.

Instituto Semeia fortalece conservação e turismo sustentável

Atuando desde 2011, o Instituto Semeia trabalha para incentivar a visitação e a valorização dos parques brasileiros. A organização acredita que o turismo sustentável cria benefícios para a conservação ambiental, o desenvolvimento econômico regional e a conscientização da população sobre a importância dos recursos naturais.

Ao longo de sua atuação, a entidade ofereceu suporte técnico a mais de 20 governos estaduais, municipais e ao governo federal, contribuindo para a conservação de mais de 6 mil quilômetros quadrados distribuídos em 39 parques brasileiros.