O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico visitou a Academia Chinesa de Ciências (CAS) e a Fundação Nacional da Ciências Naturais da China (NSFC), entre os dias 28 de outubro e 03 de novembro, em Pequim. As duas visitas selaram a retomada do diálogo bilateral entre a agência e os órgãos governamentais chineses voltados ao fomento à ciência, tecnologia e inovação.

“A China é uma das grandes potências mundiais também no aspecto da produção científica. O aprofundamento da cooperação sino-brasileira em pesquisa científica está perfeitamente alinhado à estratégia de desenvolvimento nacional do Brasil e às preocupações do governo”, afirma o presidente do CNPq, Olival Freire Jr.

O presidente do CNPq assinou um memorando de entendimentos com a NSFC sobre perfuração científica em oceanos, e firmou entendimentos com as duas instituições, voltados à realização ações em parceria. “Esses entendimentos possibilitarão a realização de chamadas conjuntas, intercâmbio de cientistas e formação de pessoal altamente qualificado em áreas estratégicas para os dois países”, afirma Freire. As primeiras ações conjuntas deverão ser lançadas já em 2027.

Entre as áreas de pesquisa prioritárias para os dois países estão inteligência artificial, matemática, física, tecnologias quânticas, geologia marinha, evolução do meio ambiente em escala global, transição energética e tecnologias inteligentes para hospitais.

A comitiva liderada pelo presidente do CNPq contou com a participação de coordenadores de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (os INCTs, redes de pesquisa financiadas pelo CNPq) e pesquisadores brasileiros de diversas instituições. O grupo foi recebido em Pequim pelo vice-presidente da CAS, He Hongping; e pelo presidente da NSFC, Dou Xiankang.

O presidente Olival Freire Jr. avalia que a retomada dos entendimentos bilaterais com as instituições chinesas de apoio à pesquisa representa um avanço em relação à atual dinâmica de cooperação, que tem se dado por meio dos BRICS. O CNPq possui cooperação com a China desde 1984, quando firmou acordo com a Academia de Ciências da China (CAS). A última visita do CNPq à CAS e à NSFC havia sido em 2014, na gestão do professor Glaucius Oliva.

Fonte: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico