O governo chinês cumprimentou Luiz Inácio Lula da Silva pela vitória no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, realizado no domingo, 25 de outubro de 2026. A manifestação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo Ministério das Relações Exteriores da China e reforçou o interesse de Pequim em dar continuidade à cooperação estratégica com Brasília.

O posicionamento foi apresentado pelo porta-voz da chancelaria chinesa, Guo Jiakun, durante uma entrevista coletiva. Na ocasião, ele afirmou que o país asiático está disposto a trabalhar com o Brasil para ampliar a construção de uma comunidade bilateral baseada em interesses compartilhados e perspectivas de desenvolvimento conjunto.

A declaração sinaliza a intenção chinesa de manter a aproximação política e econômica com o governo brasileiro durante o próximo mandato. A relação entre os dois países abrange áreas como comércio exterior, investimentos, infraestrutura, energia, tecnologia e articulação em fóruns multilaterais.

Ao comentar o resultado eleitoral, o representante chinês também foi questionado sobre a posição de Flávio Bolsonaro, que anunciou a intenção de contestar o resultado das urnas e solicitar a anulação do pleito. Guo Jiakun respondeu que a China respeita a escolha do povo brasileiro, sem aprofundar comentários sobre a disputa política interna.

A manifestação de Pequim ocorre em um momento importante para as relações bilaterais. Em novembro de 2024, durante a visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil, os dois governos anunciaram iniciativas para elevar o nível da parceria e ampliar a cooperação em diferentes setores.

A continuidade desse relacionamento poderá favorecer novas oportunidades comerciais e projetos conjuntos, além de fortalecer a participação dos dois países em iniciativas internacionais. Brasil e China também integram o BRICS, grupo que reúne economias emergentes e busca ampliar a cooperação entre seus integrantes.

Com a declaração oficial, o governo chinês reafirma a disposição de preservar os canais diplomáticos e aprofundar os vínculos com o Brasil. Os próximos passos dependerão das prioridades estabelecidas pelos dois governos e da transformação das manifestações políticas em iniciativas concretas de cooperação econômica e institucional.