As forças aéreas da Finlândia e da Suécia mobilizaram caças em regime de alerta de reação rápida para identificar aeronaves militares russas que sobrevoavam o espaço aéreo internacional sobre o Golfo da Finlândia.

A operação ocorreu na quinta-feira (24) e foi confirmada pelas autoridades militares finlandesas nesta sexta-feira (25). O episódio representa a primeira missão operacional conjunta de identificação realizada pelas forças aéreas dos dois países.

Caças finlandeses e suecos acompanham formação russa

Durante a operação, os aviões dos dois países identificaram uma formação militar russa composta por um avião de transporte Tu-134, além de caças MiG-31 e Su-30.

Segundo as autoridades finlandesas, as aeronaves russas estavam em espaço aéreo internacional sobre o Golfo da Finlândia. A missão teve como objetivo acompanhar e identificar os aparelhos, dentro dos mecanismos de vigilância aérea mantidos pelos dois países.

A operação foi realizada no âmbito da cooperação militar entre Finlândia e Suécia para monitoramento e proteção de seus respectivos espaços aéreos.

Cooperação militar entre os países nórdicos é ampliada

A Finlândia e a Suécia aprofundaram a cooperação em defesa nos últimos anos. Os dois países também passaram a integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) após abandonarem décadas de políticas de não alinhamento militar.

A aproximação ganhou força depois da invasão russa da Ucrânia, em 2022, quando Helsinque e Estocolmo revisaram suas políticas de segurança.

A cooperação bilateral atualmente inclui vigilância territorial, operações aéreas e mecanismos destinados a aumentar a capacidade de resposta diante de possíveis incidentes na região.

Mar Báltico permanece sob atenção militar

O episódio ocorre em um momento de atenção elevada sobre a segurança do Mar Báltico e do norte da Europa.

A região tornou-se ainda mais estratégica após a entrada da Finlândia e da Suécia na OTAN, ampliando a presença da aliança militar nas proximidades do território russo.

A utilização de aeronaves de reação rápida permite que os países aliados respondam rapidamente a situações envolvendo aeronaves militares não identificadas ou atividades que demandem acompanhamento.

Dinamarca eleva avaliação sobre riscos relacionados à Rússia

No mesmo período, o Serviço de Informação de Defesa da Dinamarca apresentou uma nova avaliação sobre os riscos de segurança relacionados à Rússia.

O órgão afirmou que existe um risco crescente, embora ainda reduzido, de uma ação militar russa limitada contra um ou mais países da OTAN que fazem fronteira com a Rússia.

Ao mesmo tempo, a avaliação dinamarquesa considera altamente improvável uma invasão russa em grande escala contra um país da aliança, embora não descarte completamente essa possibilidade.

Países europeus reforçam vigilância contra ações híbridas

A avaliação dinamarquesa também apontou para a possibilidade de aumento de ações híbridas atribuídas à Rússia contra países ocidentais.

Entre os riscos mencionados estão operações de sabotagem, ataques cibernéticos e ações destinadas a afetar infraestruturas ou empresas relacionadas à defesa.

As autoridades europeias acompanham especialmente atividades que possam interferir no apoio militar e político destinado à Ucrânia.

Rússia rejeita acusações de interferência

O Kremlin rejeita acusações de que a Rússia esteja por trás de determinadas incursões ou interferências registradas em países europeus.

O episódio no Golfo da Finlândia, por sua vez, ocorreu em espaço aéreo internacional, segundo as autoridades finlandesas, e envolveu uma missão de identificação realizada conjuntamente pelas forças aéreas dos dois países nórdicos.

A operação demonstra o nível de coordenação alcançado entre Finlândia e Suécia no monitoramento aéreo regional desde a entrada de ambos na OTAN.