A Indonésia poderá receber suas primeiras unidades do caça Chengdu J-10, desenvolvido na China, em abril de 2027. A previsão foi divulgada pela imprensa indonésia e aponta para a chegada das aeronaves em aproximadamente seis meses. Até o momento, porém, não há confirmação oficial do cronograma de entrega pela Força Aérea do país.

Questionado sobre o assunto, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea da Indonésia, marechal Mohamad Tonny Harjono, evitou fornecer detalhes e pediu que a população aguardasse. A declaração não confirmou a data prevista nem o número de aeronaves que poderá integrar o primeiro lote.

Quantidade e versão dos caças seguem indefinidas

Ainda existem dúvidas sobre os termos da possível aquisição. Diferentes informações divulgadas pela imprensa mencionam a compra de 12, 24 ou 42 aeronaves. Também não está esclarecido se o país receberá exemplares novos da versão de exportação J-10CE ou caças J-10B provenientes dos estoques chineses.

Os valores associados ao negócio também são objeto de divergências. Embora algumas publicações tenham mencionado um programa de 42 aeronaves com orçamento de aproximadamente US$ 9 bilhões, uma autoridade do Ministério da Defesa indonésio negou, em maio de 2026, a existência de um acordo com essas características. Por isso, os números divulgados não devem ser considerados condições contratuais confirmadas.

Novos caças ampliariam a diversidade da frota indonésia

Se a entrega se concretizar, a Indonésia poderá se tornar o primeiro país do Sudeste Asiático a operar o J-10 e o terceiro operador internacional do modelo, depois do Paquistão e do Uzbequistão.

A eventual incorporação dos aviões chineses aumentaria a diversidade da frota de combate indonésia, que já conta com caças F-16, de origem norte-americana, e Su-27 e Su-30, de fabricação russa. O país também está recebendo os Rafale adquiridos da França e firmou um acordo com a Turquia para a aquisição de caças KAAN.

A operação de aeronaves fornecidas por diferentes países, entretanto, exige investimentos em treinamento, manutenção, peças de reposição, armamentos e infraestrutura logística. Esses fatores serão importantes para garantir que uma eventual aquisição dos J-10 se traduza em capacidade operacional efetiva.