A Petrobras anunciou uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. O novo achado é o segundo identificado no mesmo poço em 2026 e amplia as informações disponíveis sobre o potencial de exploração da região.

O poço 1-BRSA-1405-APS está situado em águas ultraprofundas, com lâmina d’água de 2.886 metros, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá. A primeira ocorrência de petróleo no local havia sido identificada em agosto deste ano.

Após a primeira descoberta, a Petrobras deu continuidade à perfuração com o objetivo de investigar intervalos exploratórios localizados em maiores profundidades. A nova ocorrência foi identificada a partir da análise de perfis elétricos, de indícios encontrados nas rochas e de amostras de fluidos coletadas durante a operação.

Segundo a companhia, os dados obtidos contribuirão para ampliar o conhecimento sobre os sistemas petrolíferos existentes na Bacia da Foz do Amazonas e ajudarão na avaliação do potencial de recursos da área. As amostras referentes à nova descoberta ainda passarão por análises laboratoriais para determinar suas características.

No caso da descoberta realizada em agosto, análises já concluídas confirmaram a presença de petróleo considerado de boa qualidade pela Petrobras. A empresa ainda seguirá com a perfuração do poço e com a avaliação das formações identificadas.

A Margem Equatorial é tratada pela Petrobras como uma nova fronteira de exploração de petróleo e gás. A região ganhou atenção adicional nos últimos anos em razão das descobertas realizadas em áreas próximas da Guiana e do Suriname.

A exploração do bloco FZA-M-59 também está relacionada à estratégia de longo prazo da Petrobras para recompor suas reservas de petróleo e gás por meio da abertura de novas fronteiras exploratórias. A companhia afirma que a iniciativa busca contribuir para o atendimento da demanda energética brasileira.

Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o volume potencial total recuperável da Bacia da Foz do Amazonas possa chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente, medida que considera conjuntamente petróleo e gás natural.

A exploração na região ocorre dentro de um processo que também envolve o licenciamento ambiental. A Petrobras recebeu autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar as perfurações na área em outubro de 2025.

A empresa afirma que as atividades serão conduzidas de acordo com os procedimentos de segurança e com medidas voltadas à proteção ambiental e das pessoas. As informações obtidas durante a perfuração ainda serão analisadas antes de qualquer conclusão sobre o tamanho ou a viabilidade econômica das reservas encontradas.