Portugal registrou o segundo maior número de cidadãos de países de fora da União Europeia notificados com ordens para deixar o território no segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Eurostat.

Entre abril e junho, os países integrantes da União Europeia emitiram, no total, 110.335 notificações de saída destinadas a cidadãos não comunitários. Em Portugal, foram contabilizadas 11.190 ordens, ficando o país atrás apenas da França, que registrou 32.420 casos. A Alemanha apareceu na terceira posição, com 8.160 notificações.

Os dados mostram, no entanto, uma diferença entre as ordens de saída emitidas e os regressos efetivamente realizados. No conjunto da União Europeia, 36.825 pessoas foram encaminhadas para países terceiros durante o mesmo período, após receberem uma ordem de saída. Alemanha, França e Polônia apresentaram os maiores números de pessoas efetivamente regressadas, com 8.400, 3.825 e 3.005 casos, respectivamente.

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o número de cidadãos de fora da UE que receberam uma notificação para deixar um país do bloco caiu 12%. Por outro lado, os regressos para países terceiros aumentaram 9,7%.

Quando comparado ao primeiro trimestre de 2026, também houve redução nas ordens de saída. A queda foi de 3,9%. Já o número de pessoas que efetivamente regressaram a países terceiros cresceu 5,9%.

Entre as nacionalidades mais presentes entre os cidadãos que receberam ordens de saída no segundo trimestre estão argelinos, com 10.390 notificações, marroquinos, com 6.200, e sírios, com 5.180.

Entre aqueles que efetivamente regressaram para países terceiros, as nacionalidades mais registradas foram a turca, com 3.765 pessoas, a síria, com 2.770, e a georgiana, com 2.140.

Os números do Eurostat, portanto, distinguem dois indicadores: as notificações ou ordens para deixar o território e os regressos efetivamente realizados. Essa diferença é relevante para interpretar os dados sobre expulsões e retorno de cidadãos não comunitários na União Europeia.