Com a participação de mais de 6 mil autoridades governamentais e lideranças empresariais vindas de 70 países e regiões, a 11ª Cúpula do Cinturão e Rota foi oficialmente aberta nesta quarta-feira em Hong Kong. O encontro internacional consolida a Região Administrativa Especial como o principal centro financeiro e hub de negócios para a expansão da infraestrutura e dos acordos comerciais globais promovidos pela iniciativa chinesa.

A conferência destacou o papel da conectividade e da cooperação internacional como respostas estratégicas para enfrentar as crescentes tensões geopolíticas e a fragmentação do comércio global.

O Papel de Hong Kong e os Resultados do Evento

Durante o discurso de abertura, o Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, ressaltou que a Belt and Road Initiative representa um plano compartilhado para o futuro, posicionando a cidade como a ponte de integração entre o capital ocidental, os mercados asiáticos e os países parceiros.

Os dados e resultados apresentados no primeiro dia do evento demonstram a relevância econômica desse ecossistema:

  • Crescimento Comercial: O comércio de mercadorias de Hong Kong com nações integrantes do Cinturão e Rota saltou quase 17% no último ano, alcançando a marca de US$ 323 bilhões.

  • Atração de Empresas: Cerca de 1.500 empresas de países parceiros estabeleceram escritórios em Hong Kong, e mais de 100 já negociam suas ações na Bolsa de Valores local (HKEX).

  • Parcerias Formais: Apenas no primeiro dia da cúpula, foram assinados 32 memorandos de entendimento e acordos operacionais, abrangendo áreas como infraestrutura, engenharia, serviços profissionais e mercado financeiro.

  • Regiões Prioritárias: O Conselho de Desenvolvimento Comercial de Hong Kong destacou a ASEAN, a Ásia Central, o Oriente Médio, a África e a América Latina como as principais zonas geográficas para investimentos e novas oportunidades.