Joia avaliada em milhões de euros pertenceu à rainha Nazli, do Egito, e foi levada durante o horário de funcionamento do museu
Um colar de platina com 673 diamantes foi roubado do Museu de Artes Aplicadas de Viena (MAK), na Áustria. A joia, avaliada em cerca de 4 milhões de euros, estava exposta em uma mostra dedicada à tradicional joalheria francesa Van Cleef & Arpels.
O roubo aconteceu durante o horário de funcionamento do museu. Dois homens teriam entrado no local como visitantes, após comprar ingressos, e seguiram até a área onde estava a peça. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, uma das vitrines foi quebrada com um martelo e o colar retirado. Os suspeitos deixaram o museu logo depois.
Ninguém ficou ferido. Imagens das câmeras de segurança passaram a fazer parte da investigação, e a polícia austríaca tenta identificar e localizar os envolvidos.
O valor do colar, porém, não é apenas financeiro. Com mais de 200 quilates em diamantes, a peça tem uma história ligada à antiga família real egípcia.
O colar pertenceu à rainha Nazli do Egito, mãe do rei Farouk, e foi usado por ela em 1939 durante o casamento da filha, a princesa Fawzia, com Mohammad Reza Pahlavi, que mais tarde se tornaria xá do Irã.
Décadas depois, a peça voltou ao mercado internacional. Em 2015, foi vendida pela Sotheby’s, em Nova York, por aproximadamente US$ 4,3 milhões.
O Museu de Artes Aplicadas de Viena confirmou o roubo e está colaborando com as autoridades. A investigação agora busca reconstruir o caminho percorrido pelos suspeitos antes e depois de deixarem o local.
Além do prejuízo milionário, o desaparecimento da joia representa a perda temporária de uma peça que atravessou diferentes períodos da história do Egito e do Irã e, nas últimas décadas, passou a integrar importantes exposições internacionais.









