Carolyn Rodrigues-Birkett ultrapassa Rebeca Grynspan em nova votação informal do Conselho de Segurança para a sucessão de António Guterres
A corrida para definir quem comandará as Nações Unidas a partir de 2027 ganhou um novo cenário. A diplomata guianense Carolyn Rodrigues-Birkett alcançou o maior número de manifestações favoráveis na segunda votação informal realizada pelo Conselho de Segurança da ONU para avaliar os candidatos ao cargo de secretário-geral.
Rodrigues-Birkett recebeu oito votos de incentivo, três contrários e quatro manifestações de “sem opinião” entre os 15 integrantes do Conselho de Segurança. O resultado colocou a representante da Guiana à frente da costa-riquenha Rebeca Grynspan, que havia liderado a primeira rodada.
Grynspan obteve sete votos favoráveis, quatro contrários e quatro “sem opinião”. O argentino Rafael Grossi também recebeu sete manifestações de apoio, mas registrou seis votos contrários e duas manifestações de “sem opinião”.
A mudança é significativa porque, na primeira consulta informal, realizada em julho, Grynspan havia obtido dez votos favoráveis, contra nove de Rodrigues-Birkett. Grossi aparecia em terceiro lugar, com sete.
Processo ainda está em andamento
As consultas realizadas no Conselho de Segurança não representam uma eleição definitiva. Elas funcionam como um mecanismo para avaliar o nível de apoio e de resistência aos nomes apresentados para suceder António Guterres.
Nas primeiras rodadas, os votos dos cinco integrantes permanentes do Conselho — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — não são diferenciados dos votos dos dez membros não permanentes.
Essa distinção é especialmente importante porque qualquer um dos cinco países permanentes pode impedir uma candidatura por meio do poder de veto em uma etapa posterior do processo.
Após chegar a um consenso, o Conselho de Segurança deverá recomendar um candidato à Assembleia Geral das Nações Unidas.
Disputa pela sucessão de Guterres
O próximo secretário-geral assumirá o comando da organização após o encerramento do segundo mandato de António Guterres, previsto para 31 de dezembro de 2026.
O processo reúne atualmente oito candidatos e ocorre em meio a discussões sobre a possibilidade de uma mulher assumir pela primeira vez a Secretaria-Geral das Nações Unidas.
Além de Rodrigues-Birkett, Grynspan e Grossi, estão na disputa nomes como Michelle Bachelet, do Chile; María Fernanda Espinosa, do Equador; Macky Sall, do Senegal; Olara Otunnu, de Uganda; e Ivonne Baki, diplomata equatoriana.
Apesar de ter alcançado a liderança nesta segunda consulta, Rodrigues-Birkett ainda precisa atravessar novas rodadas de avaliação e, principalmente, evitar a oposição de qualquer um dos cinco países com poder de veto antes que seu nome possa avançar para a Assembleia Geral.









