Angola defendeu o fortalecimento da cooperação entre os países africanos como caminho para acelerar o desenvolvimento sustentável e ampliar o aproveitamento dos recursos marinhos do continente. O apelo foi apresentado durante a Conferência Ministerial de Alto Nível sobre a Economia Azul, realizada em Luanda, reunindo representantes de diversos países africanos para discutir estratégias voltadas ao crescimento econômico e à preservação ambiental.

Ao abrir o evento, a vice-presidente de Angola, Esperança da Costa, destacou que os desafios enfrentados pelo continente exigem ações coordenadas e parcerias capazes de transformar o potencial da Economia Azul em oportunidades concretas de desenvolvimento. Segundo ela, a cooperação entre os Estados africanos é essencial para impulsionar investimentos, inovação e políticas públicas voltadas ao uso sustentável dos recursos oceânicos.

Durante o encontro, autoridades chamaram atenção para problemas que afetam diretamente o desenvolvimento da economia marítima africana, como a pesca ilegal, a poluição dos oceanos, as mudanças climáticas e a exploração inadequada dos recursos naturais. A avaliação é que o enfrentamento dessas questões depende da integração entre governos, setor privado, comunidade científica e organizações internacionais.

A conferência também destacou o papel estratégico da Economia Azul para a diversificação das economias africanas. O conceito abrange atividades como pesca sustentável, transporte marítimo, turismo costeiro, energias renováveis offshore, biotecnologia marinha e conservação dos ecossistemas, setores considerados fundamentais para gerar empregos, aumentar a segurança alimentar e promover o crescimento econômico de forma sustentável.

Os participantes defenderam ainda o fortalecimento da cooperação regional para ampliar o financiamento de projetos, incentivar a transferência de tecnologia e desenvolver infraestrutura capaz de elevar a competitividade do continente. A expectativa é que iniciativas conjuntas contribuam para acelerar o cumprimento da Agenda 2030 das Nações Unidas e da Agenda 2063 da União Africana, voltadas ao desenvolvimento econômico e social da África.

Ao encerrar os debates, Angola reiterou seu compromisso em atuar como articuladora de iniciativas voltadas à integração regional e ao desenvolvimento sustentável. Para o governo angolano, a construção de parcerias sólidas entre os países africanos será determinante para transformar os recursos naturais do continente em uma fonte permanente de prosperidade, preservação ambiental e inclusão social