A Roscosmos realizou com êxito, na noite de 30 de abril, o primeiro lançamento de teste do foguete Soyuz-5, a partir do Cosmódromo de Baikonur, em território do Cazaquistão. O teste marca um avanço relevante na estratégia de modernização da capacidade espacial russa.
De acordo com a agência, o lançamento ocorreu dentro dos parâmetros esperados. O veículo transportou um simulador de carga útil em trajetória suborbital, que caiu no Oceano Pacífico, conforme previsto, validando o desempenho dos estágios iniciais do foguete.
Projetado para ocupar uma faixa intermediária entre os lançadores leves e pesados, o Soyuz-5 surge como uma solução estratégica dentro do portfólio russo. Com capacidade estimada de até 17 toneladas em órbita baixa, ele se posiciona entre o Soyuz-2 e o Angara-A5, ampliando a flexibilidade para missões comerciais, científicas e, potencialmente, tripuladas.
O novo foguete também desempenha um papel crucial ao substituir o Zenit, cuja produção foi interrompida após 2014, em meio à deterioração das relações industriais entre Rússia e Ucrânia. Nesse contexto, o Soyuz-5 integra o projeto binacional “Baiterek”, iniciativa conjunta entre Rússia e Cazaquistão para modernizar a infraestrutura de lançamentos em Baikonur.
Entre os principais diferenciais do novo lançador estão a redução de custos operacionais e maior precisão na inserção de cargas em órbita — fatores essenciais para aumentar a competitividade da Rússia no mercado global de lançamentos, hoje marcado por forte concorrência internacional.
O sucesso do teste inaugural é visto como um marco para o programa espacial russo, representando o primeiro desenvolvimento de um novo foguete desde 2014. A expectativa é que novos voos de teste sejam realizados nos próximos anos, preparando o Soyuz-5 para entrada plena em operação em um cenário de crescente disputa tecnológica e comercial no setor espacial.









