As principais economias europeias, em conjunto com o Japão, afirmaram nesta quinta-feira que pretendem adotar medidas para reduzir a instabilidade nos mercados de energia e colaborar com iniciativas voltadas à retomada do fluxo de petróleo no Golfo, após a intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã. Apesar do posicionamento, não foram detalhadas ações concretas.
A escalada recente foi impulsionada por ataques a instalações energéticas estratégicas. A estatal QatarEnergy reportou danos significativos na cidade industrial de Ras Laffan, atingida por mísseis iranianos em resposta a ofensivas anteriores. A região é responsável por processar cerca de 20% do gás natural liquefeito global, o que amplia o impacto da crise no abastecimento internacional.
Além disso, um importante porto da Arábia Saudita, localizado no Mar Vermelho, também foi alvo de ataques. A instalação vinha sendo utilizada como alternativa logística para exportações, diante das restrições no Estreito de Ormuz.
Os episódios evidenciam a capacidade do Irã de atingir pontos críticos da infraestrutura energética regional, além de expor fragilidades nos sistemas de defesa dessas instalações. Analistas também apontam falta de alinhamento estratégico entre os países envolvidos no conflito, que já se estende por semanas.
Mesmo assim, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os objetivos militares norte-americanos permanecem inalterados e dentro do planejamento inicial.
Apelo internacional e pressão por estabilidade
Em resposta à escalada, líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão divulgaram uma declaração conjunta defendendo a interrupção imediata de ataques a infraestruturas civis, especialmente no setor de petróleo e gás.
Os países também sinalizaram disposição para contribuir com ações que garantam a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota essencial para o comércio global de energia.
Além disso, as nações indicaram que poderão atuar em conjunto com países produtores para ampliar a oferta de petróleo, na tentativa de conter a volatilidade dos preços e evitar impactos mais severos na economia mundial.
A movimentação reflete a crescente preocupação internacional com os efeitos da crise no Golfo, que já pressiona os mercados e aumenta o risco de uma desaceleração econômica global.









