A China deverá assumir a presidência rotativa do BRICS em 2027, após os mandatos do Brasil em 2025 e da Índia em 2026. A sequência é considerada relevante por analistas internacionais, pois coloca duas das maiores economias emergentes do bloco na liderança em anos consecutivos.
Segundo avaliações divulgadas pela NS3.AI, o período pode ser decisivo para que propostas debatidas dentro do grupo avancem para medidas concretas. Atualmente ampliado para onze países, o BRICS representa mais de 40% da população mundial e busca fortalecer a cooperação entre economias emergentes.
Entre os temas que devem ganhar destaque durante essas presidências está a discussão sobre maior autonomia financeira internacional e possíveis alternativas ao domínio do dólar nas transações globais — processo frequentemente descrito como desdolarização.
Cooperação entre China e Índia
Relatórios indicam que Pequim já estaria intensificando o diálogo com a Índia em áreas estratégicas que podem compor a agenda futura do bloco. Entre os temas em debate estão sistemas de pagamentos transfronteiriços, mecanismos de financiamento climático e iniciativas de governança internacional para tecnologias emergentes, como inteligência artificial.
Outro ponto em discussão envolve possíveis reformas na estrutura de votação do Fundo Monetário Internacional (FMI), tema que historicamente gera debate entre países emergentes que defendem maior representação nas instituições financeiras globais.
Reforma do sistema monetário internacional
Analistas também apontam que a liderança consecutiva de Índia e China pode fortalecer as discussões sobre mudanças no sistema monetário internacional. A proposta envolve ampliar o uso de moedas locais no comércio entre países do bloco e explorar novos instrumentos financeiros multilaterais.
Caso essas iniciativas avancem, o BRICS poderá desempenhar papel mais ativo na reformulação da arquitetura financeira global, especialmente em um momento de crescente multipolaridade na economia internacional.
Nos próximos anos, a presidência rotativa do grupo será observada de perto por governos e mercados, já que as decisões tomadas pelo bloco podem influenciar o comércio, o sistema financeiro e as relações econômicas entre países emergentes e desenvolvidos.









