A China é “um mercado muito importante e central” e um “parceiro estratégico” de longo prazo da Saudi Aramco, disse recentemente um executivo da gigante petrolífera saudita, expressando otimismo em relação à economia chinesa e seu desenvolvimento futuro.
“É um país muito importante. Temos perspectivas e visões positivas sobre a economia chinesa e seu futuro”, disse Ashraf Al Ghazzawi, vice-presidente-executivo de estratégia e desenvolvimento corporativo da Saudi Aramco.
Desde a entrega de seu primeiro carregamento de petróleo bruto à China em 1991, a Saudi Aramco mantém laços de cooperação com o país há mais de três décadas. A China não é só um importante destino de exportação de petróleo bruto, mas também um parceiro fundamental em diversas áreas, disse Al Ghazzawi.
“A China é um parceiro central muito importante para nossa estratégia de transformação de líquidos em produtos químicos”, disse ele, acrescentando que a maior parte dos investimentos da empresa no exterior nessa área foi realizada em parceria com empresas chinesas.
Um exemplo é a Fujian Sinopec Aramco Refining and Petrochemical Co., Ltd., a quinta joint venture entre a Aramco e a Sinopec. O projeto supervisionará a construção e a operação de um complexo integrado de refino e petroquímica, com uma unidade de refino de petróleo bruto de 16 milhões de toneladas por ano, uma unidade de etileno de 1,5 milhão de toneladas por ano, uma capacidade de paraxileno e derivados de 2 milhões de toneladas por ano e um terminal de petróleo bruto com capacidade de 300.000 toneladas.
Al Ghazzawi disse que a parceria vai além da energia, abrangendo cooperação na cadeia de suprimentos, tecnologia e inovação. Ele citou a colaboração da Aramco com a chinesa Baosteel para localizar a fabricação de chapas de aço na Arábia Saudita. Ele também observou que a Aramco mantém duas equipes de pesquisa e desenvolvimento no exterior, na China, e que sua maior equipe de capital de risco na Ásia também está sediada lá.
A Saudi Aramco está buscando ainda mais a cooperação internacional em inteligência artificial (IA), disse Al Ghazzawi, acrescentando que a empresa quer firmar parcerias e desenvolver tecnologias baseadas em IA com todos os países que têm vantagem competitiva e posição de liderança.
Ele acrescentou que a Aramco já usou IA para otimizar o desenvolvimento de campos de petróleo e gás, aproveitando dados sísmicos e de exploração históricos, gerando insights operacionais em tempo real para reduzir custos e emissões e prevendo falhas de equipamentos.

Em relação à demanda global de energia, Al Ghazzawi observou que, embora o mundo esteja passando por uma transição para uma economia de baixo carbono, a demanda geral por petróleo continua aumentando de forma constante, e a demanda por gás e produtos petroquímicos também está crescendo.
“O gás também foi reconhecido como um combustível de longo prazo. Ele não é mais visto como um combustível de transição ou de ponte”, disse Al Ghazzawi. A Saudi Aramco considera o gás parte de sua estratégia energética de longo prazo e está expandindo ativamente sua capacidade de produção de gás natural, visando um crescimento de aproximadamente 80% na capacidade de produção de gás comercial entre 2021 e 2030.
Ele acrescentou que a Aramco também investe em energia renovável, juntamente com a ACWA Power e o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita. Espera-se que a Aramco seja responsável por cerca de 20% da capacidade de energia renovável do reino até 2030
Fontw: Xinhua Português









