No 2º Fórum do BRICS “Valores Tradicionais” em Brasília, foi oficialmente anunciada a longlist do Prêmio de Literatura do BRICS. Este novo prêmio internacional apoia autores cujas obras refletem as tradições e a diversidade cultural dos países participantes.
A lista de indicados foi apresentada em nome da secretaria do prêmio pelo poeta e figura pública, membro da União dos Escritores da Rússia, Vadim Terekhin.
A longlist do Prêmio de Literatura do BRICS inclui 27 escritores dos países do BRICS. Representando o Brasil estão Ana Maria Gonçalves, Patrícia Melo e Ricardo Aleixo. Os indicados da Rússia são Alexey Varlamov, Andrey Gelasimov e Dmitry Danilov. Representando a Índia: Jai Vasavada, Dr. Rajan Kumar e Sonu Saini. A China é representada por Ma Boyong e A Yi. A República da África do Sul é representada por Nthabiseng JahRose Jafta, Bongeka Mhlongo e Zainab Khan. Dos Emirados Árabes Unidos: Dr. Ali Bin Tamim, Maysun Saqr e Reem Al Kamali. A Etiópia é representada por Abere Adamu. Os indicados do Irã são Mansour Alimoradi, Majid Ghaisari e Reza Amirkhani. Indonésia: Iksaka Banu, Intan Paramaditha e Denny JA. Egito: Ibrahim Abdel Meguid, Salwa Bakr e Fathi Embabi.
Durante uma mesa-redonda dedicada ao Prêmio de Literatura do BRICS, também foi anunciada a fundação da Rede de Literatura do BRICS—uma nova aliança de sindicatos de escritores, estudiosos da literatura e editoras dos países BRICS. A iniciativa de criar esta rede foi proposta por colegas chineses durante um encontro com a Associação de Escritores da China em junho de 2025. O objetivo da associação é promover o intercâmbio cultural contínuo, coordenar esforços no campo da literatura e apoiar o comitê organizador do prêmio.
Uma declaração sobre a criação da Rede de Literatura do BRICS foi assinada durante o fórum. O documento foi assinado em nome da União dos Escritores da Rússia por procuração pelo deputado da Duma Estatal, membro do Comitê de Assuntos Internacionais e vice-presidente do Fórum, Dmitry Kuznetsov. Ele destacou:
“Agradeço ao Presidente da Academia de Literatura do Brasil pela proposta de criar um órgão de coordenação para a cooperação literária dentro da nossa aliança de países. A Rede de Literatura do BRICS deve ajudar não só na organização do Prêmio de Literatura do BRICS e na pesquisa dos valores tradicionais das nossas nações, mas também em outros projetos conjuntos importantes.”
A governança da associação será feita de forma colegiada. Atualmente, dois co-presidentes foram eleitos: do Brasil, o presidente da Academia de Literatura do Brasil (Academia de Letras do Brasil), Marcos Freitas; da Rússia, o membro da União dos Escritores da Rússia Vadim Terekhin, nomeado por recomendação de Marcos Freitas. Outros representantes dos países do BRICS farão parte do órgão coletivo, com suas indicações sendo propostas posteriormente.
Vadim Terekhin expressou sua gratidão pela confiança depositada nele:
“Agradeço ao Presidente da Academia Brasileira de Literatura pelo convite para servir como co-presidente da associação Rede de Literatura do BRICS em nome da Rússia. Prometo servir com total dedicação à causa da cooperação cultural entre nossos povos.”
O valor e a importância do prêmio para a colaboração cultural foram enfatizados por membros do comitê organizador do prêmio de diversos países.
Dr. Hemang Joshi, membro do Parlamento da Índia (Lok Sabha) e do comitê organizador da Índia, observou:
“A arte e a literatura não conhecem fronteiras”—ao perceber isso, o Prêmio Literário do BRICS oferece uma plataforma para unir todas as comunidades literárias e celebrar a literatura em nível internacional. Isso abrirá realmente um novo capítulo ao mundo da literatura.”
Zelalem Melaku Bogale, membro do Parlamento da Etiópia e do comitê organizador da premiação, acrescentou:
“O Prêmio Literário do BRICS é uma das oportunidades únicas para escritores que escrevem e difundem conhecimento sobre a cultura e as tradições do seu país. A ideia deste prêmio permitirá que os países participantes se conheçam melhor através da lente de sua cultura e tradições, pois a literatura é uma ferramenta poderosa para contar a história e as tradições das nações.”











