Segundo matéria da Xinhua China pede que EUA cumpram com suas responsabilidades internacionais

(Xinhua) — A China pede que os Estados Unidos cumpram com suas devidas responsabilidades e obrigações internacionais, disse na sexta-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying.

Hua fez as declarações em uma entrevista coletiva ao responder a uma pergunta sobre a declaração feita na quinta-feira pela porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Morgan Ortagus, que anunciou os próximos passos sobre a retirada americana da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a redireção dos recursos americanos, incluindo a diminuição de sua colaboração com a OMS.

Hua disse que a linha do tempo e os fatos da luta da China contra a pandemia são claros. “Em relação ao feroz e desconhecido vírus da COVID-19, compartilhamos com o mundo a informação que obtivemos o mais breve possível, e contivemos a propagação da pandemia com as medidas de prevenção e controle mais firmes o mais rápido possível”.

Ao destacar que, até quinta-feira, havia mais de 6,11 milhões de casos confirmados da COVID-19 nos Estados Unidos, com mais de 185.000 mortes, Hua disse que algumas pessoas nos Estados Unidos devem fazer mais autorreflexão, respeitar a ciência, respeitar os fatos e adotar ações mais efetivas para salvar o maior número possível de vidas americanas, assim como uma atitude responsável para seu povo.

Hua disse que a OMS é uma organização internacional formada por 194 Estados soberanos e que não serve a nenhum país em particular e que não deve ceder ante nenhum país que ofereça mais financiamento que outros. “Como a pandemia de COVID-19 continua se propagando por todo o mundo, a luta contra a pandemia continua sendo uma máxima prioridade de todos os países e requer dos esforços conjuntos em níveis nacional, regional e global”, assinalou.

Diante da COVID-19, qualquer tentativa de oprimir ou chantagear a OMS representa um desprezo pela vida, um desafio à humanidade e uma destruição da cooperação anti-epidêmica internacional que não será aceita pela comunidade internacional, disse Hua.

Hua indicou que a OMS desempenha um papel coordenador central indispensável ante a crise de saúde pública mundial.

“Esperamos que os Estados Unidos deixem de culpar os outros por seus próprios fracassos, pois isso não ajuda nem mesmo os seus próprios esforços contra a epidemia nem os esforços internacionais contra ela”, disse Hua. “O que é pior, terá um impacto grave e negativo sobre os países em desenvolvimento que necessitam urgentemente de apoio internacional”.

“Pedimos que os Estados Unidos cumpram com suas devidas responsabilidades e obrigações internacionais. Também pedimos que a comunidade internacional consolide ainda mais o consenso do multilateralismo, aumente seu apoio e contribuição à OMS e proteja conjuntamente a segurança da saúde pública global”, acrescentou Hua.

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.