IATA clama que Estados sigam novas orientações da OMS nas viagens aéreas

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA – International Air Transport Association) pediu aos Estados que sigam as novas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre viagens internacionais, divulgadas neste mês de julho, que recomendam uma “abordagem baseada no risco” para a adoção de medidas relacionadas à COVID-19 e às viagens internacionais.

Especificamente, a OMS recomendou que os governos:

• Não exijam comprovante de vacinação da COVID-19 como condição obrigatória para entrada ou saída do país;

• Relaxem as medidas de teste e/ou quarentena para viajantes que estiverem totalmente vacinados ou que tiveram COVID-19 confirmada nos últimos seis meses e que estejam recuperados;

• Garantam métodos alternativos para indivíduos não vacinados por meio de testes para que possam fazer viagens internacionais. A OMS recomenda testes RT-PCR ou testes de diagnóstico rápido de detecção de antígeno (Ag-RDTs), seguido por testes de confirmação RT-PCR para casos positivos;

• Implementação de medidas de teste e/ou quarentena para viajantes internacionais somente “de maneira baseada no risco”, com políticas de teste e quarentena revisadas regularmente para garantir a sua suspensão quando não forem mais necessárias.

“Essas recomendações sensatas da OMS baseadas em risco, se forem seguidas pelos Estados, permitirão a retomada das viagens aéreas internacionais, minimizando a chance de importação da COVID-19”, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.

“Conforme a OMS observou – e os dados de teste mais recentes do Reino Unido confirmam – os viajantes internacionais não são um grupo de alto risco para a COVID-19. Entre 1,65 milhão de testes realizados na chegada de passageiros internacionais ao Reino Unido desde fevereiro, apenas 1,4% deles tiveram resultado positivo para COVID-19. Já passou da hora de os governos incorporarem dados ao processo de tomada de decisão baseado em risco para reabrir as fronteiras”, completou Walsh.

A OMS também pediu aos Estados que comuniquem “de maneira antecipada e adequada” quaisquer mudanças nas medidas e requisitos internacionais relacionados à saúde.

“Os consumidores são submetidos a um labirinto de regras confusas de entrada no país, descoordenadas e em constante mudança, que os desencorajam a viajar, causando dificuldades econômicas para aqueles que trabalham no setor de viagens e turismo. De acordo com nossa última pesquisa com passageiros, 70% dos viajantes recentes acharam que as regras eram difíceis de entender”, disse Walsh.

Além disso, a OMS incentivou os Estados a fazerem acordos bilaterais, multilaterais e regionais, principalmente com países vizinhos, “com o objetivo de facilitar a recuperação de atividades socioeconômicas essenciais”, incluindo o turismo, no qual as viagens internacionais desempenham um papel fundamental.

“A pandemia colocou em risco mais de 46 milhões de empregos normalmente sustentados pela aviação. Ao incorporar essas recomendações mais recentes da OMS em suas estratégias de abertura de fronteira, os Estados podem começar a reverter os danos econômicos dos últimos 18 meses e colocar o mundo no caminho da recuperação”, disse Walsh.

Fonte: Aeroin

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.