EUA e Brasil assinaram um protocolo comercial e os EUA concederam um total de mais de R$ 11 bilhões para financiamento de investimentos e exportações.

EUA fortalecem laços econômicos com Brasil 

Os países assinaram um protocolo comercial e os EUA concederam um total de mais de R$ 11 bilhões para financiamento de investimentos e exportações.  

Brasília, 20 de outubro de 2020: Durante a visita de dois dias ao Brasil, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Robert C. O’Brien esteve acompanhado pela maior delegação econômica do governo norte-americano em décadas. As reuniões realizadas com o alto escalão do governo brasileiro e líderes do setor privado abordaram um amplo espectro de questões bilaterais, incluindo o aprofundamento da nossa cooperação para promover o crescimento econômico, o investimento, a segurança e para continuar trabalhando para enfrentar os desafios regionais, entre outros. O Brasil e os EUA anunciaram um protocolo histórico de padrão ouro sobre Regras Comerciais e de Transparência, iniciando, assim, um novo capítulo na relação econômica dos dois países e que ajudará a impulsionar o comércio e a criação de empregos nos dois países. Além disso, os EUA disponibilizaram um total de mais de R$ 11 bilhões em financiamentos, cartas de interesse e um Memorando de Entendimento com o Governo do Brasil para promover investimentos no Brasil e melhorar a forte aliança e a relação comercial entre os dois países com potencial para estimular a criação de milhares de novos empregos.     

Na visita, o embaixador O’Brien esteve acompanhado pela presidente e presidente do Conselho de Administração do Banco de Exportação e Importação, Kimberly Reed, pelo vice-representante de Comércio dos EUA, Michael Nemelka, e pela diretora para o Hemisfério Ocidental do Banco de Desenvolvimento Americano, Sabrina Teichman, Em Brasília, o embaixador O’Brien e sua delegação tiveram reuniões com o presidente Jair Bolsonaro, ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ministro da Segurança Institucional, General Augusto Heleno, e ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir uma série de questões relacionadas a investimento e ao comércio, segurança, colaboração conjunta para enfrentar a COVID-19, bem como outros desafios regionais e internacionais.   

O Protocolo EUA-Brasil 2020 sobre Regras Comerciais e de Transparência foi assinado pelo representante de Comércio dos EUA Robert Lighthizer, em Washington, DC, pelo ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo e pelo ministro da Economia Paulo Guedes, em Brasília, em uma conferência virtual em 19 de outubro. O Protocolo atualiza o Acordo de Cooperação Comercial e Econômica existente, de 2011, com três novos anexos que vão proporcionar benefícios práticos a todos os setores, ajudando a agilizar os procedimentos burocráticos e redução dos custos para empresas. O acordo estabelece medidas para administração aduaneira e facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e anticorrupção.

Em Brasília, no dia 20 de outubro, a presidente e presidente do Conselho de Administração do Banco de Exportação e Importação, Kimberly Reed, assinou um Memorando de Entendimento com de R$ 5,6 bilhões com o ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, com o objetivo de melhorar a sólida relação comercial e econômica entre os dois países, visando especialmente  ajudar empresas brasileiras a adquirir tecnologia, equipamentos e ativos dos EUA ou outros fornecedores confiáveis, ajudando também a salvaguardar a inovação brasileira e promover investimentos conjuntos. 

Durante a visita, o Conselho de Segurança Nacional também estendeu um convite para que o Brasil se junte aos Acordos Artemis, liderados pela NASA, uma iniciativa internacional fundamentada no Tratado do Espacial Sideral de 1967.  Os Acordos se concentram na criação de um ambiente seguro e transparente que facilite a exploração espacial, a ciência e as atividades comerciais em benefício de todas as nações.  Para obter mais detalhes sobre os acordos da Artemis, consulte a ficha técnica aqui: https://br.usembassy.gov/pt/acordos-artemis-unidos-pela-exploracao-pacifica-do-espaco-profundo/

Durante a visita da delegação a São Paulo, em 19 de outubro, o Banco de Desenvolvimento Americano anunciou um empréstimo de R$ 2,24 bilhões ao Banco Itaú que apoiará empréstimos para pequenas e médias empresas (PMEs), bem como um investimento de R$ 140 milhões em reais que permitirá que a TechMet Limited aumente a capacidade de produção de uma mina de cobalto e níquel no Piauí, Brasil, e assinou duas cartas de interesse, um por R$ 1,45 bilhão de reais de garantia de investimento para a Smart Rio, para modernizar, manter, readequar e expandir a infraestrutura de iluminação pública atual e instalar câmeras, pontos de acesso WiFi e controladores de transporte inteligente no Rio de Janeiro, e outra carta de interesse de um empréstimo direto de R$ 1,68 bilhão para apoiar a expansão da carteira de empréstimos SME do BTG Pactual com uma parcela dos recursos de empréstimos com foco em empréstimos para a maioria elegível empresas e OMS de propriedade feminina localizadas nas regiões economicamente desfavorecidas do Norte e Nordeste do Brasil. Para obter mais informações sobre as atividades do DFC no Brasil, visite o informativo: https://br.usembassy.gov/pt/corporacao-financeira-dos-eua-para-o-desenvolvimento-internacional/  

Em São Paulo, a delegação também realizou reuniões com o presidente da FIESP Paulo Skaf, além da liderança da FIESP e da Amcham Brasil e participou de uma videoconferência com líderes empresariais brasileiros para aprofundar a relação entre Brasil e os EUA sobre questões econômicas e comerciais relevantes, incluindo facilitação do comércio e ampliação do comércio bilateral e investimentos que geram maior prosperidade econômica para ambos os países. 

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.