Declaração do porta-voz da Embaixada dos EUA no Brasil

Os Estados Unidos estão comprometidos em coordenar os esforços de vacinação da COVID-19 com os parceiros brasileiros, o governo e o setor privado. A recente assinatura dos contratos entre o governo brasileiro e as empresas norte-americanas Pfizer e Johnson & Johnson foi um passo crucial. As empresas fornecerão mais 138 milhões de doses de vacinas de alta qualidade aos brasileiros. Essas vacinas são consideradas entre as mais seguras e eficazes do mundo e representam a mais avançada tecnologia de vacinas disponíveis atualmente. Por meio de uma parceria, sem precedentes, entre o governo, o setor privado e o mundo acadêmico, várias vacinas seguras e eficazes chegaram ao mercado em menos de um ano. Os investimentos dos EUA de mais de US$ 10 bilhões aceleraram a pesquisa, o desenvolvimento e a fabricação em escala para trazer vacinas seguras e eficazes, terapias e diagnósticos ao mercado mais rapidamente.

Os EUA acreditam firmemente no importante papel das vacinas rigorosamente testadas, seguras e eficazes como uma estratégia nacional ampla e inclusiva para combater a pandemia e limitar seus efeitos. As vacinas, juntamente com outras medidas preventivas, incluindo o uso de máscaras, distanciamento social, limitação de reuniões e interações sociais internas e outros comportamentos e ações, são as melhores soluções no mundo para limitar a disseminação da covid-19 no curto prazo. À medida que mais vacinas são sendo aprovadas para uso, os EUA e outras nações devem continuar a desenvolver e implementar abordagens coordenadas para essas estratégias de prevenção, pois nenhum país pode ser totalmente protegido contra a covid-19 até que seja controlada em todo o mundo.  

No início desta semana, o Brasil recebeu sua primeira  remessa de um milhão de doses da vacina AstraZeneca por meio do consórcio COVAX Facility, um mecanismo multilateral estratégico para ampliar o acesso global às vacinas. O Brasil é um dos financiadores da COVAX Facility e comemoramos este primeiro envio das doses para o país. Os EUA lideram como o maior doador único do mundo em apoio à COVAX, tendo fornecido US$ 2 bilhões em suporte ao consórcio e comprometendo um adicional de US$ 2 bilhões em fundos até 2022. O consórcio é uma solução global para um desafio global, baseado nos princípios da equidade, transparência e humanidade comum. O consórcio COVAX tem um papel importante nos esforços do Brasil para garantir acesso a vacinas adicionais nos próximos meses.

Parcerias e investimentos de longa data do governo dos EUA na área da saúde, juntamente com nossos parceiros brasileiros, têm feito importantes contribuições para as lutas contra o HIV/AIDS, Zika e covid-19, entre outros. Nos últimos meses, a Embaixada tem fornecido apoio técnico e financeiro diretamente a especialistas e pesquisadores da área científica e de saúde pública no Brasil para caracterizar as variantes brasileiras por meio de investigações epidemiológicas de campo e disponibilizar dados cruciais para combater “variant of concern” (variantes que causam preocupação) no Brasil e exterior.

Os EUA estão cientes os pedidos de outros países sobre as doses de vacinas do governo dos EUA, e quando determinarmos que podemos compartilhar mais vacinas, trabalharemos em estreita colaboração com a COVAX e outros parceiros internacionais. A Embaixada anunciará as decisões relevantes quando tivermos mais informações para compartilhar sobre o pedido oficial do governo brasileiro. Solicitamos a todos os parceiros brasileiros e representantes do governo local e federal a coordenar os pedidos de assistência por meio do ministério das Relações Exteriores para garantir sua integração à estratégia federal

*Matéria enviada pela embaixada americana no Brasil

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.