Consórcio liderado pelo DF quer comprar 28 mi de doses da Sputnik V

Formado por seis estados brasileiros e o Distrito Federal, o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC) está em negociação avançada para a compra de cerca de 28 milhões de doses da Sputnik V, vacina contra a Covid-19. A articulação ocorre diretamente com representantes do Fundo Soberano Russo (RDIF). A imunização deve ser aplicada em duas etapas, o que beneficiará 14 milhões de brasileiros.

O BrC é presidido pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e tem como secretário executivo o vice-governador Paco Britto (Avante). Por ter cláusulas confidenciais, outras informações ainda são guardadas a sete chaves. Além do DF, o grupo é formado pelos governadores de Goiás, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Tocantins.

De acordo com Paco Britto, a aquisição ainda depende da aprovação dos imunizantes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Por determinação do governador, foi assinada uma LOI (Letter of Intent, ‘carta de intenções’, na tradução livre), que é uma etapa anterior à assinatura do contrato final. Ainda aguardamos, obviamente, a autorização da Anvisa, mas estamos esperançosos de que vamos conseguir finalizar o acordo”, afirmou com exclusividade ao Metrópoles.

Dependendo da finalização dos acordos, a princípio, cerca de 2 milhões doses seriam destinadas a cada UF integrante do consórcio. Contudo, há também a possibilidade de a remessa ser direcionada ao SUS no caso de o Ministério da Saúde aceitar fazer o ressarcimento dos valores aos estados e ao Distrito Federal. Não foram divulgadas a quantia negociada nem a data em que as doses podem começar a chegar para os integrantes do consórcio.

Fonte: Metropoles

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.