A Embaixada da China no Brasil e o Governo Federal Brasileiro realizaram juntos a Cerimônia de Entrega de Doações dos Materiais Médicos do Governo Chinês ao Brasil

A Embaixada da República Popular da China no Brasil realizou no dia 2 de julho, juntamente com o Governo Federal do Brasil, a Cerimônia de Entrega de Doações dos Materiais Médicos do Governo Chinês ao Brasil.

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, afirmou no discurso que conforme as necessidades do lado brasileiro, a China providenciou com urgência o primeiro lote de doações de mais de duas toneladas, que inclui 5 mil trajes de proteção, 15 mil máscaras cirúrgicas e uma grande quantidade de outros insumos médico-hospitalares, como óculos de proteção, luvas, protetores de sapatos e termômetros.

“Um segundo lote avaliado em mais de 1,5 milhão de reais já foi embarcado na China. É esperado que esse lote seja destinado especificamente à região amazônica para ajudar o combate à Covid-19 nas comunidades indígenas”, declarou Yang Wanming.

Falando sobre o apoio chinês ao Brasil no combate à COVID-19, o Embaixador acrescentou que cerca de 20 províncias e municípios, assim como 30 empresas da China, já doaram ou vão doar a 30 estados e municípios do Brasil 2 suprimentos de saúde, como respiradores, máquinas de tomografia, trajes de proteção, kits de teste e leitos hospitalares, totalizando mais de 40 milhões reais. A parte chinesa ainda organizou mais de 10 videoconferências de intercâmbio entre especialistas chineses e autoridades de saúde do governo federal e de 12 estados, assim como cerca de 200 profissionais de saúde de 10 hospitais. Dezenas de milhares de pessoas assistiram a esses webinários. Além disso, a China auxiliou o Brasil na aquisição de centenas de toneladas de equipamentos médicos. Há também parcerias entre instituições de pesquisa biofarmacêutica para pesquisa e desenvolvimento de vacinas.

O Yang afirmou ainda que nos últimos meses, a China doou 50 milhões dólares americanos à OMS, forneceu assistências emergenciais a 150 países e organismos internacionais, organizou videoconferências entre infectologistas chineses e seus colegas de mais de 170 países, enviou 26 equipes médicas a 24 países e produziu insumos e equipamentos médico-hospitalares para o mundo inteiro.

Confira o discurso do embaixador:

Boa tarde a todos!

Desde o início do surto de COVID-19, a China e o Brasil têm se mostrado solitários um ao outro. No momento mais difícil da luta contra a COVID-19 na China, o governo e a sociedade do Brasil nos estenderam o seu precioso apoio. Por o nosso lado, quando o Brasil foi atingido pela pandemia, a China foi um dos primeiros países a oferecer sua ajuda, colocando-se firmemente ao lado da população brasileira.

Hoje, estamos testemunhando a entrega do primeiro lote de doações que o governo chinês ofereceu ao Brasil. Conforme as necessidades do lado brasileiro, a China adquiriu com urgência este carregamento de mais de duas toneladas, que inclui 5 mil trajes de proteção, 15 mil máscaras cirúrgicas e uma grande quantidade de outros insumos médico-hospitalares, como óculos de proteção, luvas, protetores de sapatos e termômetros. Atualmente, um segundo lote avaliado em mais de 1,5 milhão reais já foi embarcado na China. Esperamos que esse lote seja destinado especificamente à região amazônica para ajudar o combate à Covid-19 nas comunidades indígenas. Além disso, cerca de 20 províncias e municípios, assim como 30 empresas da China, doaram ou vão doar a 30 estados e municípios do Brasil suprimentos de saúde, como respiradores, máquinas de tomografia, trajes de proteção, kits de teste e leitos hospitalares, totalizando mais de 40 milhões reais. A parte chinesa ainda organizou mais de 10 videoconferências de intercâmbio entre especialistas chineses e autoridades de saúde do governo federal e de 12 estados, assim como cerca de 200 profissionais de saúde de 10 hospitais. Dezenas de milhares de pessoas assistiram a esses webinários. Além disso, auxiliou o Brasil na aquisição de centenas de toneladas de equipamentos médicos. Há também parcerias entre instituições de pesquisa biofarmacêutica para pesquisa e desenvolvimento de vacinas. São ações que mostram a amizade e solidariedade do povo chinês para com o povo brasileiro, e 2 comprovam, ao mesmo tempo, que os nossos dois países, como parceiros estratégicos globais, têm a firme vontade de superar juntos as dificuldades do momento.

A luta contra o novo coronavírus nos mostra que a humanidade é uma comunidade de futuro compartilhado. Como reiterou o presidente Xi Jinping em várias ocasiões, a solidariedade e a cooperação são as armas mais poderosas da comunidade internacional para derrotar a pandemia. Nos últimos meses, doamos 50 milhões dólares americanos à OMS, fornecemos assistências emergenciais a 150 países e organismos internacionais, organizamos videoconferências entre infectologistas chineses e seus colegas de mais de 170 países, enviamos 26 equipes médicas a 24 países e produzimos insumos e equipamentos médico-hospitalares para o mundo inteiro. Por via de assistências materiais, compartilhamento de experiências de diagnóstico e tratamento, auxílio na aquisição de insumo e cooperação na pesquisa de vacina, a China vai continuar a dar apoio aos outros países, incluindo o Brasil, no seu enfrentamento da COVID-19. Estamos dispostos também a planejar a cooperação bilateral sino-brasileira em múltiplas áreas após a pandemia, com o fim de promover em conjunto a recuperação econômica e a melhoria do padrão de vida. Também estamos dispostos a trabalhar com a parte brasileira para desenvolver a cooperação internacional e contribuir para a construção de uma comunidade global de saúde para todos.

Antes de finalizar, gostaria de saudar todo o povo brasileiro e expressar a minha alta estima aos profissionais que trabalham na linha de frente. Tenho certeza de que o povo brasileiro, perseverante e unido, vencerá a pandemia em breve, e que a amizade sino-brasileira sairá mais forte desta batalha conjunta. Obrigado!

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.