Saudita Alfanar busca negócios no setor elétrico brasileiro

Empresa é um conglomerado industrial e de construção que atua na área de energia em diversos países. Executivos da Câmara Árabe visitaram o complexo da companhia próximo a Riad.

Complexo industrial da Alfanar próximo a Riad, Arábia Saudita

Reprodução

Alexandre Rocha

Riad – A indústria saudita do setor elétrico Alfanar está em busca de negócios no Brasil. O complexo industrial da companhia (foto acima) está localizado numa área de 700 mil metros quadrados nas proximidades de Riad, onde é produzida uma ampla gama de itens para distribuição e controle de energia elétrica, iluminação, interruptores e tomadas, cabos e fios, transformadores, e até os moldes para fabricação destes produtos, que são usados internamente ou vendidos para terceiros. A reportagem da ANBA visitou as instalações na semana passada junto com executivos da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Alexandre Rocha/ANBA

Operários trabalham em linha de produção da Alfanar

A empresa tem também uma divisão de construção, uma empreiteira que projeta e executa obras nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia, tratamento de água e construção civil em geral, além de ter projetos de energia eólica, solar e outras fontes renováveis.

Fora da Arábia Saudita, a companhia tem unidades industriais nos Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Índia, Alemanha, Itália, Turquia e Espanha, e projetos em diversos outros países.

“E procuramos oportunidades no Brasil”, disse à ANBA o engenheiro Sattam Al-Motairi, gerente-executivo de Estudos e Vendas da área de Serviços de Engenharia do grupo. Ele recebeu a delegação da Câmara Árabe no polo fabril ao lado do gerente-geral de Relacionamento Turki Homaidan Ali Al Turki e do engenheiro de Vendas Omar Alattar.

Alexandre Rocha/ANBA

Al Turki (esq.) e Al-Motairi (dir.): procura por negócios no Brasil

Foi com o objetivo de prospectar negócios no Brasil que o executivo procurou o estande da Câmara Árabe na Wetex, feira dos ramos de energia, água, meio ambiente e tecnologia, que ocorreu em Dubai, nos Emirados, no mês passado, e daí surgiu a oportunidade da visita. A equipe da Câmara Árabe estava em Riad acompanhando a visita do presidente Jair Bolsonaro.

Al-Motairi explicou que a companhia busca negócios em várias frentes no País, desde fabricação de produtos em parceria com uma empresa local, passando por construção no regime de empreitada global (em inglês, “turnkey”), no qual a construtora se responsabiliza pela integralidade da obra, além de serviços de manutenção e execução de projetos na área de energias renováveis, especialmente eólica, solar e transformação de resíduos. A Alfanar já está conversando com algumas empresas brasileiras.

Da esq. p/ dir., Mansour, Chohfi, Hannun, Al-Motairi e Solimeo

Nos países em que tem subsidiárias, a empresa comprou companhias locais não só para ter unidades industriais no exterior, mas para transferir tecnologia para a matriz. “Nós compramos, trazemos o know-how para a Arábia Saudita e levamos tecnologia nossa para a subsidiária também”, afirmou Al-Motairi.

A Alfanar foi fundada no final dos anos 1970 como uma trading de produtos do setor elétrico. Hoje ela emprega cerca de 20 mil pessoas, sendo dois mil engenheiros.

Participaram da visita o presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun, o vice-presidente de Relações Internacionais, Osmar Chohfi, o secretário-geral, Tamer Mansour, a gerente de Relações Institucionais, Fernanda Baltazar, e o chefe do escritório internacional da entidade em Dubai, Rafael Solimeo.

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.