Restaurante Taypá, um dos melhores de Brasília

Há 3 meses decidi fazer uma visita aos melhores restaurantes de Brasília. Como boa leitora, segui todas as dicas de sites e jornais. Fui em muitos, entre eles Marie, Vasto, Francisco, Lago, New Koto, Nippon, Ouriço, lago, Cozze, Nino, Cantina da Massa, Rubayat, Tarbush, Taberna Lusitana (melhor português que comi), DOC Cucina, Mangai, Açougue do Berg, Lakes, Sante, Nau frutos do Mar (não deram conta de atender os nossos 100 convidados, houve espera de mais de uma hora), Libertango (muito bom) entre outros, muitos outros. Em um futuro próximo, eles serão matéria em uma publicação a parte. Durante este período também visitei muitos restaurantes bons em Lima e em Joanesburgo, quando tive a oportunidade de visitar  o Peru e África do Sul.

De fato, há restaurantes que servem comida, enquanto outros proporcionam uma experiência gastronômica, e esses critérios podem ser avaliados desde o atendimento até o pagamento da conta.

O sucesso requer mais do que uma grande ideia e criatividade. Trabalho duro também é necessário para atingi-lo. Não tenho dúvidas que todos esses restaurantes são fruto de muito trabalho e dedicação de seus donos, mas alguns alcançam mais objetivos e clientes do que os outros. Para entender isso, é preciso analisar tudo.

Hoje quero falar do Taypá. Criado em 2010, pelo premiado chef peruano Marco Espinoza, a casa fica na QI 17 do Lago Sul. Espinoza foi reconhecido pelo Guia Michelin em 2015 pelo seu trabalho no comando do Lima Restobar, seu bar no Rio de Janeiro, que ganhou uma estrela.

O Taypá foi impecável. O gerente Everaldo nos recebeu desde o início com toda a atenção, nos acomodou, explicou sobre a carta de vinhos, sobre o famoso Pisco Sour e sobre a comida peruana. Na cozinha, todos os ajudantes são peruanos.

O restaurante brasiliense vem acumulando diversos prêmios desde que abriu as portas . A Veja Comer e Beber igualmente classificou o restaurante como o melhor de Brasília por vários anos seguidos.

Uma das especialidades da experiência oferecida pelo Taypá são pratos da culinária peruana, como o ceviche e os pratos a base de peixe, os preferidos no Peru. O cardápio da restaurante do chef Espinoza faz uma fusão da gastronomia andina com a cozinha contemporânea, mesclando elementos da cozinha brasileira, que o torna único. As carnes também são muito saborosas.

De acordo com o site do Guia Michelin, os inspetores seguem alguns critérios para avaliar os estabelecimentos de modo anônimo. Além de serem especializados na degustação, recebem treinamento adequado para provar as melhores comidas e avaliam as refeições seguindo cinco critérios estabelecidos pela companhia:

1) qualidade dos produtos;

2) domínio do sabor e de técnicas culinárias;

3) a personalidade do chef na cozinha; 4) relação qualidade/preço; 5) consistência entre visitas.

Os inspetores visitam os espaços como um cliente comum e pagam normalmente pela sua refeição, para que não recebam tratamento especial que possa prejudicar a avaliação. Além disso, uma classificação nunca é obra de apenas um inspetor; vários visitam os restaurantes ao longo do ano, para fornecer uma classificação mais justa.

As avaliações não são comunicáveis, apenas no momento de classificar que elas são avaliadas.

Cardápio do Taypá

O Taypa tem um cardápio variado e é capaz de agradar muitos gostos diferentes. Os preços são variados e a experiência vale muito a pena. Em minha visita  degustei as seguintes opções:

 

Entradas:

Ceviche 13 anos (salmão, leite de tigre de wasabi, ervilha torta, cebola e crocante de quinoa)
Harmonizado com Espumante Valdemiz Brut Rosé

Taco de Porco e Banana (leitão frito com salada de rabanete e repolho)

Ceviche Lago Sul (atum, abacate, lichia, cebola, alga nori, pepino com leite de tigre agridoce com toque trufado)

Harmonizado com Espumante Cave Amadeu Rústico (Brasil)

Prato principal

Polvo Grelhado (ao molho de espinafre e manjericão, com risoto trufado de ervilha)
Harmonizado com Quereu Sauvignon Blanc (Chile)

Ravioli de Lagosta (e palmito com molho de alho-poró e ovas de salmão)
Harmonizado com Santa Cristina Giardino Rosé by Antionori (Itália)

Ancho (bife ancho na brasa com arroz socarrat de cogumelos)
Harmonizado com De Lucca Reserva Tannat Merlot (Uruguai)

A sobremesa foi Mousse de Chocolate Branco (com frutas vermelhas e creme de amêndoas trufadas)
Harmonizado com Late Harvest;

 

 

A história do Guia Michelin

Embora a história dos irmãos Andre e Edouard Michelin tenha se iniciado em 1889, na França, com uma empresa de pneus, a classificação de estrelas para restaurantes se iniciou mesmo em 1926, marcando uma estrela para restaurantes que eles e alguns clientes seletos apreciavam durante as viagens.

Cinco anos depois, as classificações subiram de 0 a 3 estrelas, e, dez anos depois, em 1936, foram publicados os critérios de avaliação dos estabelecimentos. Atualmente, segundo o site, o guia avalia mais de 30 mil estabelecimentos, em mais de 30 territórios, em três continentes.

Os inspetores não avaliam a decoração interior, a mesa ou a qualidade do serviço para atribuir as estrelas eles avaliam a qualidade da comida. Daí a nova classificação do Bib Gourmand, batizado em homenagem ao mascote oficial da empresa, que reconhece estabelecimentos agradáveis e que servem comida de qualidade a preços moderados.

Isso abre portas para que qualquer estabelecimento com uma boa comida e com um chef com personalidade e criatividade possa concorrer a uma classificação internacional. Não importa o tamanho do seu estabelecimento, ou se a sua cozinha é pequena; c, o que importa é o resultado de qualidade.

Já em alguns guias franceses dizem que o atendimento também é avaliado.

Brasília

Na minha opinião tem muita comida gostosa em Brasília e muitos ambientes aconchegantes, alguns com a acústica um pouco ruim, onde podemos ouvir tudo o que conversam na mesa mais próxima, e outros com garçons que precisam de mais orientação, mas espero que em breve a capital tenha restaurantes premiados internacionalmente  devido aos dons culinários dos chefs e suas equipes.

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Fabiana Ceyhan

Fabiana Ceyhan

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.