Liga Árabe apoia Presidente Abbas contra o plano de anexação de Israel

CAIRO, quinta-feia, 21 de maio de 2020 – A Liga Árabe afirmou hoje seu apoio aos cargos do presidente Mahmoud Abbas diante do plano de Israel de anexar partes da Cisjordânia ocupada.

Em um comunicado, o secretário-geral adjunto da Liga Árabe para a Palestina e Territórios Árabes Ocupados, Saeed Abu Ali, disse que é hora que a comunidade internacional tome medidas práticas para acabar com a ocupação e reconhecer o estado palestino independente nas fronteiras de 1967, com Jerusalém como sua capital.

“Isso pode ser alcançado através da organização de um mecanismo pelo Quarteto Internacional e da realização de uma conferência internacional pela paz no Oriente Médio, com base em resoluções de legitimidade internacional e na Iniciativa de Paz Árabe de 2002”, afirmou.

Abu Ali agradeceu todas as posições internacionais que rejeitavam os planos de anexação e liquidação de Israel, destacando a decisão do Conselho da Liga Árabe nº 8522, feita em 30 de abril de 2020, que expressava a posição árabe de rejeitar os planos agressivos de Israel de anexar partes das terras palestinas ocupadas ocupadas em 1967 .

Ele exigiu o fornecimento de um mecanismo de proteção internacional para o povo palestino, bem como a implementação de resoluções relevantes do Conselho de Segurança, incluindo a resolução nº 2334 de 2016, que exigia que as autoridades de ocupação israelense parassem a tomada de terras palestinas, parassem a construção de assentamentos e desmantelar assentamentos existentes.

Ele também enfatizou que a comunidade internacional tem a responsabilidade de enfrentar a perigosa escalada do governo israelense, que visa liquidar a causa palestina.

Fonte: WAFA

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.